Copel pode ser vendida com ágio acima de 70 por cento

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Publicado sexta-feira, 7 de setembro de 2001 as 14:01, por: cdb

Analistas estimam que o preço da Companhia Paranaense de Energia (Copel) terá um ágio de 60% a 70% no leilão programado para o dia 31 de outubro, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, na maior privatização deste ano no País. A análise foi feita em cima do fato de que o leilão da Copel está atraindo grupos internacionais fortes, segundo confirmações de visitas realizadas ao seu data room, aberto desde 16 de julho último. O preço mínimo da Copel é de R$ 4,324 bilhões.

Dez grupos já estão consultando dados técnicos da Copel. Entre as empresas inscritas estão as americanas Duke Energy, a AES e a NRG; a italiana Enel Power; a RWE, da Alemanha; a Tractbel da Bélgica; a EDP, de Portugal; a EDF,da França; a Endesa da Espanha; e a canadense Hydro Quebec. Entre os grupos que fizeram consultas informais está o consórcio VBC, formado pelas empresas Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa, considerado o único grupo nacional em condições de participar do leilão.

Dentro do próprio governo federal há a torcida pelo ágio, que pode representar a entrada de mais recursos estrangeiros no País, e que podem ser considerados como investimentos diretos estrangeiros, aumentando o poder de fogo das contas externas do País. O ágio também está sendo considerado como ponto pacífico nesta privatização, devido à qualidade dos ativos ofertados, que chegam a cerca de R$ 9 bilhões.