Convocam a uma ação coordenada diante do aumento do preço dos alimentos

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Publicado terça-feira, 4 de setembro de 2012 as 14:35, por: cdb

Organizações internacionais das Nações Unidas convocaram hoje (4) para realizar ações coordenadas para enfrentar o encarecimento dos alimentos, a fim de evitar uma catástrofe que afete milhões de pessoas.

Em um comunicado conjunto, a Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) apoiaram por enfrentar as causas desse fenômeno.

A esse respeito, alertaram que a situação atual nos mercados mundiais, caracterizada por um forte aumento nos preços do milho, trigo, e da soja, aumentou o receio de uma repetição da crise alimentar mundial de 2007-2008.

Frente a isso, se exige atuar com urgência para alcançar a segurança de que esses vai-e-vem das cotações não acarretem em uma catástrofe que atinja dezenas de milhões de pessoas nos próximos meses.

As entidades recordaram também que se deve abordar o problema em longo prazo de como produzir, comercializar e consumir alimentos em uma época de crescimento demográfico e da demanda, através da influência do câmbio climático.

Além disso, mencionaram três fortes subidas dos preços internacionais nos últimos cinco anos e em todas as ocasiões a meteorologia tem sido uma das causas.

Juntamente, está o incremento do desvio de reservas de alimentos para outros fins e o aumento da especulação financeira como alguns dos fatores do aumento e da volatilidade.

Neste sentido, “até que encontremos o caminho para proteger nosso sistema alimentar diante das altas e baixas dos preços e do câmbio climático, o perigo persistirá”, acrescentaram.

Sobre essas condições, se propõe a opção de promover a produção sustentável nos países pobres importadores de alimentos, onde muitas vezes há um enorme potencial para melhorar a atividade.

Também convocaram a revisar e ajustar onde procedam as políticas existentes na atualidade que fomentem os usos alternativos de cereais.

Como exemplo, apontaram recomendações para modificar os mandatos sobre os biocombustíveis quando os mercados globais estão sob pressão e o abastecimento de alimentos ameaçado.

A notícia é da Prensa Latina/rc/mem