Convocação é uma necessidade, mas o presidente é quem decide, diz Dirceu

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Publicado segunda-feira, 22 de dezembro de 2003 as 20:21, por: cdb

O chefe da Casa Civil, ministro José Dirceu, disse nesta segunda-feira que a convocação extraordinária do Congresso torna-se uma necessidade por causa do acordo para votação da reforma da Previdência.

– Tínhamos traçado um cenário sem convocação, mas na política precisamos ter flexibilidade para resolver os imprevistos – afirmou Dirceu. Mas fez uma ressalva: “É uma questão que o presidente decide”.

José Dirceu almoçou nesta segunda com o ex-presidente Itamar Franco no Palácio do Itamaraty. Ele disse que levou um abraço do presidente Lula ao atual embaixador do Brasil na Itália, com quem repassou a situação do país, nos campos político, econômico e internacional. “Falamos sobre a Itália, conversamos sobre Minas. Agora, nós vamos descansar”, disse o ministro da Casa Civil.

Segundo o ministro, o presidente da República está satisfeitíssimo com o trabalho de Itamar como embaixador na Itália.

– Fiquei muito feliz de rever o presidente. Reiterei o nosso apreço, reiterei a posição clara do presidente sobre o trabalho que ele vem fazendo na Itália, mas é nosso desejo continuar juntos trabalhando aqui no Brasil na situação e na política nacional e vamos retomar a conversa depois das festas – afirmou Dirceu.

Quanto ao aumento do salário mínimo no ano que vem, o ministro adiantou que qualquer questão sobre 2004 deve ser colocada e analisada na época. “Em abril, vamos tomar uma decisão. Evidentemente, se o Orçamento já indica um patamar, melhor para o país. Vamos trabalhar para o país voltar a crescer. Vamos nos concentrar na questão social. Como eu disse, é uma página virada, 2003, vamos trabalhar para 2004”, afirmou.

O ex-presidente Itamar Franco, por sua vez, disse que o almoço serviu para ele e o ministro José Dirceu recomporem a distância, neste momento de festas de Natal. “Vim conversar com o senhor ministro , pela amizade que temos. Ele me colocou a par dos problemas nacionais.”, acrescentou Itamar.

Sobre o cargo de embaixador do Brasil na Itália, Itamar afirmou que está cumprindo a missão que o presidente Lula lhe deu. Ele disse que sente vontade de voltar para o Brasil, mas ressaltou que isso vai depender de uma decisão do presidente.

– No dia em que o presidente precisar da Embaixada, ela está à disposição dele. Tem que só dar tempo de eu arrumar as minhas malas – concluiu o ex-presidente.