Controladores aéreos admitem prolongar greves

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Publicado quinta-feira, 19 de abril de 2012 as 05:50, por: cdb

Paralisação de duas horas teve adesão de cem por cento e provocou o cancelamento de pelo menos 13 voos. Trabalhadores da NAV exigem a alteração das políticas restritivas cegas e o respeito pela negociação coletiva.Artigo |19 Abril, 2012 – 12:39Controladores aéreos exigem alteração das políticas restritivas cegas e o respeito pela negociação coletiva. Foto de Manuel de Almeida/Lusa

Os controladores aéreos fizeram esta quinta uma nova greve de duas horas, com adesão de cem por cento. Pelo menos 13 voos foram cancelados em Lisboa, de acordo com o site da ANA (Aeroportos de Portugal).

Carlos Felizardo, coordenador da comissão de trabalhadores da NAV (Navegação Aérea de Portugal) acusou o governo de ser o responsável pela greve, criticando a “ausência de diálogo” por parte do executivo e dizendo que a situação é “incompreensível”.

Os controladores aéreos exigem “alteração das políticas restritivas cegas”, “o respeito pela negociação coletiva” e que a empresa não seja atingida pelos cortes de 15% de custos aplicado ao setor empresarial do Estado. A CT exige ainda que a NAV “seja considerada dentro do quadro internacional que a regulamenta e se defenda também a sua invejável posição estratégica no Atlântico Norte” e afirma que “está em causa o interesse nacional em duas vertentes concretas: salvaguardar o potencial económico do espaço aéreo nacional, enquadrado numa estratégia atlântica, e maximizar as receitas por via das exportações pela atividade da própria empresa”.

O coordenador da comissão de trabalhadores admitiu que o plano inicial de quatro dias de greve anunciados pode vir a ser revisto e agravado.

“Iremos fazer uma reunião depois deste segundo período, que termina na sexta-feira, e após a greve de sexta-feira, os sindicatos irão reunir com a comissão de trabalhadores e iremos equacionar, perante a falta de diálogo que o governo apresenta, e a gravidade da situação do que temos denunciado, a possibilidade de agravamento desta forma de luta”, adiantou à Lusa Carlos Felizardo.

A greve de duas horas repete-se na sexta-feira e no dia 26 de abril.

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