Consumir agrião diminui risco de câncer, diz estudo

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Publicado quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 as 17:52, por: cdb

Para os que não gostam, esqueçam a cara feia. Consumir agrião regularmente pode ajudar a diminuir as chances de desenvolver câncer, segundo uma pesquisa realizada na Irlanda do Norte. O trabalho da Universidade de Ulster sugere que o agrião reduz o dano ao DNA de glóbulos brancos – considerados como um importante fator que pode desencadear o desenvolvimento do câncer. O agrião parece aumentar os níveis de compostos benéficos no sangue e cortar os níveis dos compostos danosos.

A pesquisa foi encomendada por uma organização chamada Watercress Alliance (Aliança do Agrião) e publicada na revista American Journal of Clinical Nutrition. Outros cientistas checam as pesquisas antes da publicação na revista.

Durante o estudo, 60 voluntários saudáveis, incluindo 30 fumantes, consumiram 85 gramas de agrião fresco todos os dias por oito semanas. Os pesquisadores fizeram exames antes e depois desta mudança na dieta.

Eles descobriram que o dano ao DNA de glóbulos brancos teve uma diminuição de 22,9%. Estas células também foram capazes de se proteger melhor dos efeitos dos chamados radicais livres.

Quando amostras de células foram expostas a peróxido de hidrogênio, que gera grandes números de radicais livres, os níveis de danos foram 9,4% menores do que o esperado.

Os níveis de compostos antioxidantes no sangue, como beta-caroteno e luteína, que podem combater os efeitos dos radicais livres, aumentaram. Por outro lado, os níveis de triglicérides, ou gorduras existentes no sangue e potencialmente prejudiciais, apresentaram um corte de 10%.

As mudanças benéficas foram maiores entre os fumantes – que tinham níveis de compostos antioxidantes significativamente mais baixos no início do estudo. Pesquisas anteriores sugeriram que aumentar o consumo de vegetais crucíferos como o agrião está ligado à redução do risco de vários tipos de câncer.

Mas o chefe da pesquisa, professor Ian Rowland, que atualmente está na Universidade de Reading, afirmou que a última pesquisa envolveu pessoas consumindo agrião em uma quantidade mais factível, ao invés de testes em laboratórios com o extrato do vegetal, como nos estudos anteriores.

A médica Anthea Martin, da organização de caridade britânica Cancer Research UK, disse que são necessários mais estudos para determinar se os efeitos do agrião nas células vistos pelos pesquisadores se traduzem em uma redução dos riscos de desenvolvimento de câncer.