Cônsul-geral da China fala sobre morte de chinês com Rosinha

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Publicado sexta-feira, 5 de setembro de 2003 as 17:21, por: cdb

O cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Li Zhon Gliang, e a governadora Rosinha Matheus conversaram nesta sexta-feira, durante mais de uma hora, no Palácio Guanabara, sobre a morte do comerciante chinês Chan Kim Chang, que foi encontrado inconsciente em um presídio da cidade. Após o encontro, Li Zhon Gliang disse que procurou a governadora para manifestar a preocupação dos familiares da vítima, que cobram clareza nas investigações.

Ele disse que o governo do Rio está dando muita importância ao caso e que Rosinha Matheus pediu aos secretários de Segurança, Anthony Garotinho, de Direitos Humanos, João Luís Duboc, e de Administração Penitenciária, Astério Pereira, que também participaram da reunião, “uma investigação correta, transparente e definitiva”.

O cônsul manifestou total confiança nas autoridades brasileiras que investigam a morte de Chan Kin Chang e disse que vai aguardar a conclusão dos trabalhos policiais. Ele informou que, ainda nesta sexta-feira, vai se encontrar com o superintendente da Polícia Federal no estado, Roberto Precioso, para conversar sobre o assunto.

Nesta sexta-feira, a Superintendência da Policia Federal no Rio de Janeiro divulgou nota afirmando que a prisão do comerciante chinês, Chan Kim Chang, foi estritamente legal e dentro da Lei 7492/86, que, no Artigo 22, prevê prisão para quem “efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do país”.

A nota diz ainda que a prisão de Chang foi “imediatamente comunicada à autoridade judiciária federal competente e, também, ao Ministério Público Federal”, não cabendo a autoridade policial que fez o flagrante arbitrar fiança ou outra medida que pudesse conceder ao preso o direito de aguardar em liberdade a conclusão das investigações.

O comerciante chinês Chan Kim Chang foi preso por policiais federais no ultimo dia 25, quando tentava viajar para Nova York com mais de US$ 30 mil não declarados. O comerciante foi levado para o presídio Ary Franco e, no dia seguinte, foi encontrado inconsciente na cela, com vários ferimentos pelo corpo. Chan Kim Chang foi socorrido no Hospital Salgado Filho, no Méier, sofreu duas cirurgias, mas não resistiu aos ferimentos, e morreu na noite desta quinta-feira.