Conselho de Ética pede cassação de ACM

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Publicado terça-feira, 29 de abril de 2003 as 21:30, por: cdb

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou, por oito votos a sete, o relatório do senador Geraldo Mesquita Júnior (PSB-AC), que propõe a abertura de processo contra o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) por indícios de envolvimento no episódio das escutas telefônicas ilegais na Bahia.

O pedido será encaminhado nesta quarta-feira à Mesa Diretora da Casa, que tem poder para arquivá-lo. Antes de discutir o relatório de Mesquita, a comissão também analisou, em separado, pedido do senador Paulo Octávio (PFL-DF), que requeria o arquivamento da denúncia.

Votaram favoráveis à abertura de processo de cassação os senadores: Ramez Tebet (PMDB-MS), Heloísa Helena (PT-AL), Flávio Arns (PT-PR), Sérgio Guerra (PSDB-PE), Jefferson Peres (PDT-AM), Geraldo Mesquita (PSB-AC), Antero Paes de Barros (PSDB-MT), Ana Júlia (PT-PA).

Votaram contra: João Alberto Souza (PMDB-MA), Luiz Otávio (PMDB-PA), Paulo Octávio (PFL-DF), Demóstenes Torres (PFL-GO), Marcelo Crivella (PL-RJ), Rodolpho Tourinho (PFL-BA) e Romeu Tuma (PFL-SP).

O senador ACM foi alvo de denúncias em uma revista de circulação nacional, nas quais sua ex-namorada, Adriana Barreto o acusa de ser o mandante das escutas telefônicas ilegais feitas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia. A matéria, reproduzida com exclusividade pela Istoé, traz o depoimento de Adriana, que acusa o senador, em várias ocasiões, de usar os grampos telefônicos para a intimidar.