Congresso mundial de provedores Internet discute integração mundial

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 30 de janeiro de 2002 as 18:59, por: cdb

Representantes de alguns dos maiores provedores de acesso à Internet do mundo estão reunidos nesta quarta e quinta em São Paulo para acelerar o estabelecimento de parcerias globais no setor. O principal objetivo da assembléia de membros da Global Internet Alliance (GIA), que acontece pela primeira vez no Brasil, é acelerar a integração em alguns pontos chave para o futuro da rede mundial, como comércio eletrônico, roaming internacional, padrões para mensagens instantâneas, entre outros.

A GIA foi fundada em 2000 e já promoveu encontros entre seus membros no Japão e na Coréia. A aliança reúne provedores de acesso Internet de diversos países como Earthlink (EUA), Tiscali (Itália), BTopenworld (Reino Unido), Unitel (Coréia do Sul), Nifty (Japão), T-Online (Alemanha), UOL (Brasil), SingNet (Cingapura) e Netvigator (Hong Kong), num total de 39,37 milhões de assinantes.

De acordo com os organizadores, o propósito central desta reunião é acelerar a realização de acordos entre os provedores para o fornecimento de roaming internacional no acesso à rede a tempo da Copa do Mundo deste ano. Os maiores interessados são a japonesa Nifty e a coreana Unitel, que devem receber muitos visitantes em virtude do evento. “Esperamos um movimento diferenciado neste serviço durante o período dos jogos”, garantiu o vice-presidente da Nifty, Tatsuzumi Furokawa. A parceria da empresa com UOL e Unitel já conta com algumas “dezenas de milhares de usuários”. Para o diretor-geral do UOL, Caio Túlio Costa, o cliente que utiliza este serviço de roaming internacional é diferenciado, já que esse público é composto, em sua grande maioria, de executivos e formadores de opinião. O provedor brasileiro, que já fornece o roaming para 3 mil cidades no exterior, prevê que o acesso será maior durante a Copa do Mundo.

Segundo o presidente da norte-americana EarthLink, Mike McGuary, um dos objetivos da GIA é fornecer um sistema globalizado de mensagens instantâneas. Ele salientou que, apesar de Microsoft e America Online, os dois maiores provedores de seu país, utilizarem padrões exclusivos, o movimento global do mercado fará com que estas empresas abram estes padrões dentro de um ou dois anos. “Se não fizerem isso, eles correm o risco de se tornarem ilhas no oceano, e não mais continentes”, explicou.

Apesar de não ser a principal fonte de receita destes provedores, o comércio eletrônico tem grande importância nos debates que ocorrem nestes dois dias. Com possíveis acordos entre os membros, será possível que empresas brasileiras, por exemplo, façam anúncios em provedores locais, o que pode representar grande aumento de mercado. “O importante é estar preparado para a distribuição de produtos em outros países”, lembrou Costa.