Congresso enfrenta diversos e importantes debates após recesso

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Publicado terça-feira, 2 de setembro de 2003 as 13:41, por: cdb

 O Congresso deve voltar a uma ambiciosa agenda nacional esta semana, mas a questão iraquiana deve ofuscar a discussão, já que legisladores, inclusive alguns influentes republicanos, exigem um claro relatório de como o presidente Bush pretende levar estabilidade à região.    

Os remédios de prescrição e a questão da energia serão duas grandes questões nacionais. A Câmara e o Senado estão sob pressão do presidente para concluírem as negociações sobre um benefício de medicamento do Medicare – as negociações são tão delicadas que alguns legisladores temem sua ruptura.

As duas câmaras também tentarão concordar em um projeto de energia, uma medida que ganhou urgência após o blecaute do verão.

Ao mesmo tempo, legisladores correm para terminar o trabalho em 13 outros projetos, necessários para disponibilizar o novo orçamento até o dia 1º de outubro, apesar de líderes republicanos reconhecerem que eles não devem cumprir o prazo.

A briga partidária será acirrada. Os republicanos prometem conter o gasto, enquanto os democratas pretendem uma série de ataques contra os cortes na educação e saúde.

Os debates serão complicados pelo crescente déficit federal, assim como a situação no Iraque. Enquanto o Senado se prepara para assumir um projeto de gasto no exterior, legisladores dos dois partidos pedem que a Casa Branca envie imediatamente um pedido de gasto emergencial ao Congresso, com detalhes de quanto será necessário.

“Eu espero e acho que o presidente vai informar o povo americano, em alguma espécie de fórum, nas próximas semanas para mostrar onde estamos e onde ele acha que precisamos ir”, afirmou o senador Trent Lott, ex-líder da maioria no Senado. “E nós precisaremos avaliar o custo”.

A questão mais contenciosa é a exploração do Refúgio Nacional de Vida Selvagem no Ártico, no Alasca. O projeto da Câmara permitiria tal exploração, mas a versão do Senado – um projeto democrático que os republicanos já prometeram combater na conferência entre as câmaras – não.

Agora, alguns democratas dizem acreditar que os republicanos usarão o blecaute para impor a questão da exploração do Alasca. Republicanos do Senado tentaram evitar a questão. Mas eles dizem que o blecaute aumenta a necessidade do projeto de energia, uma alta prioridade para Bush.

“Eu acho que teríamos um projeto de energia de qualquer forma”, declarou o senador Mitch McConnell de Kentucky, um republicano. “Isso só mostra a necessidade de um. Isso torna altamente provável sua aprovação, e haverá pouca ou nenhuma chance de não aprová-lo no Senado”.

McConnell previu o mesmo para o projeto do Medicare, apesar de outros legisladores não estarem tão convencidos. Alguns têm ouvido reclamações de eleitores, que não acreditam que o benefício é suficiente, e a visão prevalecente entre assessores do Congresso é a de que quanto mais a negociação se arrastar, menores são as chances de um projeto ser produzido.