Congresso dos EUA quer impor sanções contra a Síria

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Publicado sexta-feira, 18 de abril de 2003 as 12:09, por: cdb

Os congressistas dos partidos Democrata e Republicano afirmaram que renovarão os esforços para aprovar penalidades diplomáticas e econômicas contra a Síria quando o Congresso retomar os trabalhos no final do mês. As propostas de sanção contra a Síria foram contestadas pela Casa Branca em 2002.

Eles destacaram que não planos para uma ação imediata contra a Síria. Mas sustentam que a lei de sanções ofereceria a estrutura para um novo esforço de forçar a Síria a abandonar a ocupação do Líbano, o apoio ao terrorismo e a suposta posse de armas não-convencionais.

“Eu acredito que este é o momento para sermos mais duros com a Síria”, afirmou o representante Eliot L. Engel, democrata de Nova York, que propôs novamente o Syria Accountability Act na Câmara antes do Congresso entrar em recesso na semana passada.

O senador Rick Santorum da Pensilvânia, membro da liderança republicana, afirmou que as críticas do governo Bush contra a Síria ofereceriam ímpeto para uma proposta similar que ele apresentou no ano passado com a senadora Barbara Boxer, democrata da Califórnia.

Muitos dos congressistas que apóiam os passos para a penalização da Síria também são sólidos aliados de Israel, ainda que eles afirmem que a tentativa de ação contra a Síria, potencialmente útil a Israel, compõe uma campanha antiterror mais ampla.

A Síria negou abertamente a posse de arsenais biológicos ou nucleares e questionou os motivos americanos para as duras críticas, afirmando que a iniciativa dos EUA está associada a seu apoio a Israel.

Na quinta-feira, o ministro do Exterior da Síria, Farouk al-Sharaa, reiterou a inclinação de seu governo em permitir inspeções se estas forem estendidas a todos os países da região, incluindo-se Israel, que provavelmente possui armas nucleares.

Sob a proposta da Câmara, a Síria seria responsabilizada pelos ataques cometidos pelo Hezbollah, um grupo militante libanês apoiado por iranianos e sírios.

A proposta também colocaria que a Síria está violando resoluções do Conselho de Segurança da ONU por sua ocupação do Líbano. O plano do Congresso também indica que a “a aquisição (pela Síria) de armas de destruição em massa e os programas de mísseis balísticos ameaçam a segurança do Oriente Médio e os interesses de segurança dos EUA”.

A proposta permitiria exportações americanas apenas de alimentos e remédios para a Síria, interromperia os investimentos americanos, congelaria os ativos sírios nos EUA, restringiria o número de diplomatas sírios e reduziria os contatos diplomáticos entre EUA e Síria.