Confrontos entre facções matam dez militantes na Faixa de Gaza

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Publicado terça-feira, 15 de maio de 2007 as 11:31, por: cdb

Pelo menos dez pessoas morreram, entre a madrugada e a manhã desta terça-feira, em confrontos entre facções palestinas rivais na Faixa de Gaza, incluindo oito membros de forças de segurança leais ao presidente Mahmoud Abbas. Autoridades de segurança partidárias do Fatah, de Mahmoud Abbas, descreveram o incidente como uma grande emboscada do Hamas contra um campo de treinamento da Guarda Presidencial.

O confronto ocorreu perto do posto de fiscalização de fronteira em Karni, e soldados israelenses dispararam. Os militares israelenses afirmam que seus soldados atingiram um atirador, e a agência de notícias oficial palestina afirma que os israelenses também usaram artilharia, ferindo vários membros das forças de segurança. O governo palestino afirma que mobilizou todas as forças de segurança para tentar conter o pior episódio de violência entre facções dos últimos meses.

Um porta-voz da Guarda Presidencial afirmou que a base de Karni foi atacada com foguetes, granadas-foguetes e morteiros, segundo a agência de notícias Associated Press. Depois da emboscada, corpos ficaram espalhados no gramado perto de um veículo das forças de segurança que capotou. A base foi instalada com a assistência dos Estados Unidos para treinar as forças de segurança palestinas no monitoramento do posto de passagem. Segundo o porta-voz da Guarda Presidencial, Ahmed Kaisi, os recrutas estariam desarmados em sua maioria.

– Consideramos isto como uma grave provocação e um crime cometido a sangue frio – disse.

O Hamas não confirmou que seus integrantes estariam envolvidos no confronto.

Crise ministerial

Os mais recentes confrontos envolvem militantes do Hamas, partido do premiê Ismail Haniyah, e do Fatah, do presidente Abbas. A onda de violência, que começou no domingo, na Faixa de Gaza, é a pior depois que os dois grupos adotaram um cessar-fogo e formaram um governo de coalizão, em fevereiro.

Nesta segunda-feira, o ministro do Interior, Hani Qawasmi, responsável pela área da segurança pública, renunciou ao cargo e alegou não contar com a cooperação dos agentes sob sua responsabilidade.

– O primeiro-ministro recebeu do Conselho de Ministros poderes para assumir a responsabilidade por todos os poderes investidos ao Ministro do Interior até segunda ordem – disse Barghouti.