Compulsório sobre depósito à vista é reduzido pelo BC. Juros devem cair

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 8 de agosto de 2003 as 10:09, por: cdb

O Banco Central reduziu nesta sexta-feira o recolhimento do compulsório sobre depósitos à vista –dinheiro que os bancos são obrigados a recolher ao BC– de 60% para 45%

A redução do compulsório é umas das medidas anunciadas pelo governo para retomar o crescimento da economia, junto com a queda na taxa básica de juros.

Com a queda do compulsório, os bancos teriam mais dinheiro para aumentar o crédito. Mas não há garantias de que essa oferta irá realmente aumentar. Em tese, com mais dinheiro em caixa, os bancos poderiam oferecer mais empréstimos aos seus clientes, além de poder reduzir um pouco a taxa de juros.

– O BC adotou mais esse passo no processo de flexibilização da política monetária. Essa medida terá impacto direto no spread bancário, permitindo que os bancos promovam redução no custo do crédito ao tomador, informou a instituição.

O BC disse que a medida foi possível graças à queda nas taxas de inflação, que estão se aproximando das metas do governo e à “normalização” da economia brasileira.

– A redução não compromete as conquistas obtidas recentemente no combate à inflação, disse o BC.

Expectativa

O anúncio da decisão era esperado desde a semana passada. Segundo informações da Folha de S. Paulo, há duas sextas-feiras, Palocci orientou Meirelles a baixar o compulsório, como forma de estimular a economia. Meirelles aceitou o pedido de Palocci. Os dois acertaram o anúncio da medida para a semana passada. O BC pediu, no entanto, um pouco mais de tempo para concluir os estudos sobre os novos percentuais para o compulsório e adiou o anúncio para o início desta semana.

Durante reunião com a bancada do PT, no fim de semana passado, o ministro José Dirceu disse que a queda no compulsório ocorreria em breve, durante esta semana.

Mas o Banco Central alegava que, com o aumento da cotação do dólar no início da semana, o dinheiro poderia ser usado, para a compra da moeda norte-americana, em vez de ser direcionado ao crédito.