Companhias aéreas européias começam a se preparar para guerra

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 25 de fevereiro de 2003 as 15:31, por: cdb

As companhias aéreas européias se preparam para enfrentar uma guerra no Iraque, estudando novas rotas que lhes permitam evitar a região do conflito ou reduzindo seus vôos para os países do Golfo.

A empresa alemã Lufthansa prevê desviar alguns de seus vôos para uma rota chamada Lima 888, que permite contornar a região do Golfo Pérsico pelo norte, sobrevoando o Himalaia.

A medida abrange apenas os vôos com destino ao sudeste asiático (Hong Kong ou Cingapura), precisou um porta-voz à AFP.

“Nos equipamos especialmente para tomar, se necessário, a rota Lima 888, o que significa embarcar mais oxigênio e instrumentos de navegação”, acrescentou.

A Lufthansa adotará essa medida apenas se um eventual conflito na região ultrapassar as fronteiras do Iraque.

Mais radical, a companhia britânica British Airways anunciou que suspendeu suas conexões entre Londres e Mascate (Omã) e indicou que seus outros vôos para os países do Golfo se farão a partir de agora via Chipre.

A companhia “está ajustando seus planos de vôos para o conjunto da região do Golfo”, depois dos apelos à prudência da chancelaria britânica, disse um porta-voz.

Depois do assassinato quinta-feira passada de um britânico em Riad (Arábia Saudita), a chancelaria desaconselhou os britânicos a viajarem à Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Bahrein.

A companhia Swiss, por sua vez, acha que para ela os efeitos de uma guerra no Iraque serão moderados e que só alguns vôos deverão ser suspensos ou cancelados.

Seus principais destinos no caso de guerra são Dubai, Cairo, Mascate, Riad, Teerã, Tel Aviv, Jidá, Trípoli e Bengazi.

A Air France, muito discreta, também se prepara para a eventualidade de uma guerra, mas não deseja fazer comentários a respeito. “Temos planos, mas é prematuro comunicá-los”, disse à AFP uma porta-voz da companhia.

Um conflito no Iraque também teria um impacto negativo nos vôos intereuropeus, na medida em que haveria menos passageiros em trânsito para os aviões que partem com destino ao Oriente Médio.