Comércio só aceita moedas prateadas de R$1 até terça-feira

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Publicado domingo, 21 de dezembro de 2003 as 15:18, por: cdb

A partir de terça-feira, as moedas de aço inoxidável de R$ 1,00 não serão mais aceitas pelo comércio. Elas estão sendo substituídas por outras, prateadas no centro e douradas nas bordas, consideradas mais bonitas e seguras. As moedas antigas, em circulação desde 1994, estavam causando problemas no mercado porque eram alvo fácil de falsificadores.   


No ano passado, por exemplo, foram identificadas 52,3 mil moedas de R$ 1,00 de aço inoxidável falsas. Até julho de 2003, último dado do Banco Central (BC), foram 40,1 mil.

A retirada de circulação das moedas da primeira família atende também a um pedido das empresas de vendas automáticas, cujas máquinas podem aceitar moedas, mas muitas vezes não o fazem devido aos prejuízos causados pela utilização de moedas de padrão mais antigo com dimensões similares às da primeira família.

De acordo com o BC, do total de 214,7 milhões de moedas de R$ 1,00 em aço inoxidável que estavam em circulação no mercado, apenas 30 milhões foram trocadas até o dia 12 deste mês, quando foi feito o último levantamento sobre a substituição das moedas. Quando todas forem recolhidas, serão enviadas à Casa da Moeda e leiloadas, transformadas em dinheiro novo.

O BC já lançou campanha publicitária nos meios de comunicação para alertar a população sobre a troca. O comércio deixa de ser obrigado de receber a moeda de aço inoxidável no dia 23 deste mês, mas, até 22 de março do ano que vem, a troca poderá ser feita em todas as agências bancárias. Depois dessa data e por tempo indeterminado, somente algumas agências do Banco do Brasil e do BC poderão trocá-las.

As novas moedas de R$ 1,00 que vieram para fazer a substituição das antigas carregam no dourado nas bordas. No centro, são prateadas. Pelo menos 140 milhões delas serão enviadas às instituições até o final do ano, sob forte esquema de segurança, transportadas como se valessem ouro, com escolta da Polícia Militar.

Além de mais bonitas, as novas moedas são mais seguras. Desde 1998, quando foram lançadas, não foi registrada falsificação dessas moedas. Estão em circulação 102,8 milhões dessa família de moedas no país. Para o próximo ano, mais 100 milhões deverão ser produzidas.