Começa a 24ª edição do rali Paris-Dacar

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Publicado quinta-feira, 27 de dezembro de 2001 as 20:05, por: cdb

Não faltarão novidades na 24.ª edição do rali mais perigoso do mundo, o Paris-Dacar, que começa nesta sexta-feira. Desde o horário da largada, passando pelo percurso, categorias, formatos das etapas, quase tudo vai ser diferente. Desta vez, os pilotos vão percorrer 9.436 quilômetros desde Arras, na França, até Dacar, no Senegal, passando ainda por Espanha, Marrocos e Mauritânia.

Pela primeira vez, a largada do Paris-Dacar será à noite – antes, era por volta das 5 horas. A primeira moto sairá às 20 horas (17 horas de Brasília), com destino a Châteauroux. Depois, largam os carros, os caminhões e, por último, os veículos de assistência. A mudança de horário não anima os pilotos. Da largada até a primeira parada serão 465 quilômetros sob um frio intenso. Sem falar na perigosa camada de gelo que se forma sobre o asfalto.

O Brasil entra no Paris-Dacar 2002 com oito veículos, entre os quais um caminhão de assistência. André Azevedo e os checos Tomas Tomecek e Mira Martinec, da equipe BR Lubrax, vão pilotar um caminhão Tatra, enquanto Klever Kolberg e o francês Pascal Larroque correrão com um Mitsubishi Pajero Full na categoria carros Super Production Diesel. Juca Bala tentará o bicampeonato na categoria motos Super Production até 400 cc, enquanto Luiz Mingione pilotará uma Honda Tornado Rally 250, também na Super Production.

Luiz Azevedo, primo de André Azevedo, e Marcelo Quelho, da equipe CDI Competições, correrão com Honda XR 400. Armando Pires, da equipe Drakar, pilotará uma KTM 660 cc. Marcelo, Armando e Mingione competirão pela primeira vez. Luiz, que já participou de vários Paris-Dacar como apoio e mecânico, vai estrear agora como competidor. Klever e André disputarão o rali pela 15.ª vez consecutiva.

O percurso do Paris-Dacar não será nada fácil. Uma amostra são as duas etapas de maratona, que parecem ter sido especialmente idealizadas para aumentar ainda mais o grau de dificuldade da prova. Uma delas é a sétima etapa, de Ouarzazate a Tan-Tan, no Marrocos, e depois até Zouerat, na Mauritânia, em que os competidores terão dois dias para percorrer 1.545 quilômetros, com uma parada obrigatória de seis horas.

Na 13.ª etapa, outra maratona: 1.472 km de Tichit a Kiffa, na Mauritânia, e Dacar, no Senegal. Na saída de Tichit, os competidores partem para Kiffa no meio de grandes dunas, com trechos em que há erva-de-camelo, um arbusto bastante resistente. Segundo os organizadores, há 200 km de “estrada” em péssimo estado. Também estão programadas duas etapas sem o uso do GPS, aparelho que permite localização por satélite. Segundo Klever, o objetivo dos organizadores é tornar o rali mais difícil e mais próximo das provas originais.