Comboio com diplomatas russos é atacado no Iraque

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Publicado domingo, 6 de abril de 2003 as 14:19, por: cdb

Um comboio que saiu de Bagdá com 25 diplomatas russos, incluindo o embaixador Vladimir Titorenko, e jornalistas, foi atacado, neste domingo, enquanto se dirigia para a fronteira do Iraque com a Síria, afirmaram autoridades da Rússia e dos Estados Unidos.

Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas no ataque, que ocorreu a 30 quilômetros da capital, disse uma autoridade russa na Síria.

Fontes do Exército norte-americano disseram ao correspondente da CNN Walter Rodgers que, depois do bombardeio, os responsáveis pelo comboio ordenaram um retorno para Bagdá.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que os feridos receberam tratamento e passariam a noite na cidade iraquiana de Felujah, antes de reiniciar sua jornada, na segunda-feira, rumo a Damasco, a capital síria.

O governo russo informou ainda que está se preparando para enviar um avião, com médicos e equipamentos, para a Síria a fim de dar assistência ao grupo e retirá-lo do país.

Não ficou claro, de imediato, se o embaixador Titorenko ficou ferido no incidente.

Um porta-voz da embaixada dos EUA em Moscou disse à CNN que as autoridades norte-americanas estão em contato permanente com o governo russo, mas não determinou quem realizou o ataque ao comboio.

O Comando Central da forças de anglo-americanas, com sede no Catar, foi informado sobre a saída do comboio de Bagdá e sua rota, segundo autoridades.

Porta-vozes do Comando Central disseram que o ataque ocorreu em território sob controle do governo iraquiano, e autoridades norte-americanas acrescentaram que nenhuma força da coalizão estava na área, no momento em que ocorreu o incidente.

Autoridades norte-americanas e russas estão tentando confirmar detalhes, incluindo o local exato onde ocorreu o ataque, declararam porta-vozes dos dois países.

O presidente russo Vladimir Putin foi informado sobre o ataque. Os embaixadores dos EUA e do Iraque em Moscou foram convocados ao Ministério das Relações Exteriores e informados de que Moscou deseja que o ataque seja investigado a fundo e os responsáveis, punidos.

Ao sair da sede da chancelaria russa, o embaixador norte-americano, Alexander Vershbow, disse que os EUA estão preocupados com o incidente e dariam toda a ajuda possível para esclarecê-lo.