Combatentes do EI atacam aeroporto militar na Síria

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Publicado segunda-feira, 23 de março de 2015 as 10:27, por: cdb
As autoridades sírias não puderam ser imediatamente contatadas para comentar o assunto
As autoridades sírias não puderam ser imediatamente contatadas para comentar o assunto

 

Os combatentes do Estado Islâmico atacaram nesta segunda-feira um aeroporto militar na província de Homs, na Síria, enquanto avançavam para oeste em uma ofensiva contra redutos do governo, disse um grupo que monitora o conflito.

Os ataques do Estado islâmico, que é mais forte no nordeste e leste do país, nas províncias de Hama e Homs, e mesmo na área da capital, Damasco, representam um novo desafio para o presidente sírio, Bashar al-Assad.

O Exército da Síria estruturou uma forte defesa nos territórios no entorno de Damasco e nas regiões que abarcam as cidades de Homs e Hama, na direção da costa, a oeste, derrotando outras milícias menos potentes, incluindo os rebeldes que lutam sob a bandeira do grupo Exército Sírio Livre.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, órgão oposicionista que monitora a guerra civil na Síria por meio de uma rede de fontes no país, disse que o Estado Islâmico atacou um aeroporto militar em Tadmur, uma cidade na província de Homs, na madrugada desta segunda-feira.

As autoridades sírias não puderam ser imediatamente contatadas para comentar o assunto. A mídia estatal não mencionou esse confronto.

A ofensiva se segue a uma batalha de três dias iniciada sexta-feira mais a oeste em Hama, em torno da vila de Sheikh Hilal, disse o Observatório. O Estado Islâmico está tentando cortar a estrada de Hama para Aleppo, que já foi a cidade mais populosa da Síria, segundo o órgão.

O dirigente do Observatório, Rami Abdulrahman, disse que 74 soldados em Hama foram mortos pelo Estado Islâmico e especulou que o grupo teria lançado os dois ataques para elevar o moral de seus combatentes, após derrotas para forças curdas no nordeste.

Cerca de 200 mil pessoas foram mortas desde o início da guerra civil da Síria em 2011, um conflito em que uma gama de grupos rebeldes luta contra o governo de Assad, incluindo milícias jihadistas como o Estado Islâmico e a Frente Nusra, da Al Qaeda. A coalizão liderada pelos Estados Unidos está bombardeando o Estado Islâmico na Síria e Iraque.

Forças curdas, apoiada por ataques aéreos da coalizão, derrotaram este ano o Estado Islâmico na cidade Síria de Kobani, no norte, e em outras áreas no nordeste.

 

Abdulrahman afirmou que o avanço para o oeste deve levantar o moral do grupo, já que é improvável que os aviões da coalizão liderada pelos Estados Unidos voem tão perto das áreas sob controle de Assad, e isso vai permitir que Estado Islâmico avance sem obstáculos.

A grande maioria dos ataques da coalizão é desfechada longe de áreas controladas pelo exército da Síria.

Os partidários do governo postaram um vídeo no YouTube no sábado mostrando caminhões cobertos com a bandeira nacional levando caixões de pessoas que, segundo disseram, morreram lutando contra o Estado Islâmico na província de Hama.

Intervenção militar

O ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Riyadh Yassen, pediu nesta segunda-feira por uma intervenção militar de países do Golfo Pérsico no Iêmen para impedir avanços territoriais de militantes houthi, opositores ao presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi.

– Eles estão se expandindo em território, ocupando aeroportos e cidades, atacando Áden com aviões, prendendo quem eles querem, ameaçando e juntando forças – disse o chanceler durante entrevista com a rede Al Jazeera.

– Nós expressamos ao Conselho de Cooperação do Golfo, à ONU, assim como à comunidade internacional, que deveria haver uma zona de exclusão aérea, e o uso de aeronaves militares deveria ser prevenido nos aeroportos controlados pelos houthis – disse ao jornal árabe al-Sharq al-Awsat.