Com revisão, PIB de 2006 cresce 3,7%

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Publicado domingo, 27 de maio de 2007 as 13:43, por: cdb

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje o novo resultado do PIB brasileiro para 2006. De acordo com a nova metodologia, a economia do País cresceu 3,7% em 2006, contra os 2,9% anunciados há um mês.

O PIB ficou em 2,322 trilhões de reais. É a segunda vez que o PIB (Produto Interno Bruto, soma dos serviços e riquezas produzidos no País) brasileiro ultrapassa a casa dos 2 trilhões de reais. Mas, segundo economista da Austin Ratings, é a primeira vez que o PIB ultrapassa 1 trilhão de dólares.

Na semana passada, o IBGE havia divulgado a revisão do PIB do período de 1995 a 2005, e o resultado de 2005 ficou em R$ 2,148 trilhões, valor 10,9% acima do estimado na série anterior.

O crescimento real do PIB per capita (valor total dividido pela população) em 2006 atingiu 2,3%, segundo o IBGE. O PIB per capita ficou em R$ 12.436,75 no ano.  Em 2006, a população residente do país foi estimada em 186.770.562 habitantes, o que representou um crescimento populacional de 1,4% em 2006.

O crescimento foi puxado principalmente pelo quarto trimestre do ano. Nesse período, o PIB avançou 4,8% em relação ao mesmo período de 2005.

Muitos economistas estavam esperando um incremento em torno de 3,5% e o resultado também superou as expectativas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que estimava uma variação entre 3,3% e 3,5%. O ministro concede entrevista às 14h para comentar o resultado do novo PIB.

Agricultura se recupera

Entre os subsetores econômicos, a indústria extrativa mineral teve o melhor desempenho em 2006: 6% de expansão. Neste subsetor, destaca-se o crescimento anual de 5,1% na extração de petróleo e gás e de 10,9% na extração de minério de ferro. Em seguida, contribuindo para a alta do setor industrial, vieram a construção civil (4,6%) e a produção e distribuição de eletricidade, gás e água com 3,6%. A indústria da transformação apresentou elevação de 1,6%.

A agropecuária cresceu 4,1%, recuperando-se em relação ao ano anterior, quando atingiu um modesto crescimento de 1,0%, em virtude da quebra de safra de alguns produtos com grande representatividade na colheita, além da febre aftosa no quarto trimestre de 2005.

As maiores elevações nos serviços foram nos subsetores intermediação financeira, previdência complementar e serviçoes, com 6,1%, e comércio (atacadista e varejista) com 4,8%, seguidos por atividades imobiliárias e aluguel com 4,3%, transporte, armazenagem e correios com 3,2%.

Consumo das famílias

Na análise da demanda, o consumo das famílias apresentou alta de 4,3% — é o terceiro ano consecutivo de crescimento deste componente. A elevação de 5,6% da massa salarial real contribuiu para o aumento deste indicador. Além disso houve um crescimento, em termos nominais, de 29,9% do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas.

O consumo do governo apresentou crescimento de 3,6%. A formação bruta de capital fixo (responsável pelos investimentos em equipamentos e capacidade instalada) também apresentou crescimento de 8,7% quando comparado ao ano de 2005, influenciada pelo aumento da construção civil e das máquinas e equipamentos, sobretudos importados.

A média da taxa de juros efetiva Selic para 2006 ficou em 15,3% ao ano, menor do que a registrada em 2005, 19,1% ao ano.

No setor externo, as exportações cresceram 4,6%, e as importações tiveram elevação de 18,1%, apresentando forte aceleração em comparação com as taxa registradas em 2005.