Colômbia quer parceria com a Venezuela contra o terrorismo

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Publicado terça-feira, 25 de fevereiro de 2003 as 14:31, por: cdb

O Governo colombiano disse hoje, terça-feira, em Bogotá, que o atentado contra seu consulado em Caracas confirma a necessidade de os dois países lutarem de forma conjunta contra o terrorismo e o narcotráfico.

Este ataque “comprova o potencial destruidor que têm os grupos violentos da Colômbia para a democracia da região”, advertiu o Executivo de Álvaro Uribe em um comunicado.

“Não pode-se deixar que essas organizações encontrem cúmplices nos países vizinhos”, acrescentou o Governo colombiano.

“Os criminosos das Farc e do ELN que se escondem na Venezuela são um perigo para o povo irmão, porque ainda que passem a aparência de que ali não seqüestram nem assassinam, chegam momentos em que lembram que essa é sua atividade e, aí, atropelam os cidadãos venezuelanos, como tantas vezes têm feito”, diz a nota.

Depois das Forças Armadas Revolucionárias (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) “chegam os chamados paramilitares”, continua o comunicado, divulgado pelo Centro Nacional de Notícias do Estado (CNE) na Casa de Nariño, sede do Governo na capital colombiana.

“O narcotráfico cresce com (a ação de) uns e outros e a nação irmã corre o risco de tornar-se uma filial da tragédia colombiana”, reiterou o Governo ao reconhecer os termos de uma advertência feita à Venezuela nesse mesmo sentido, que foi emitida na véspera.

A Casa de Nariño disse que o Governo do país vizinho “expressou seu total repúdio ao atentado terrorista contra o consulado da Colômbia em Caracas”.

O atentado contra o consulado colombiano, que causou graves danos ao edifício mas que não deixou nenhuma vítima, ocorreu 15 minutos depois de uma explosão em frente à sede diplomática espanhola, que deixou quatro pessoas levemente feridas e destruiu parte das instalações.

“Este atentado confirma a necessidade da luta conjunta contra o terrorismo e o narcotráfico”, ressaltou o governo colombiano.