Coleta “Porta a Porta” vai ao bairro da Pedreira

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Publicado segunda-feira, 12 de março de 2012 as 15:28, por: cdb

Kátia Aguiar-Ascom Sesan/Fotos: Alzyr Quaresma

Moradores das avenidas Pedro Miranda, Marquês de Herval eVisconde de Inhaúma,entre outras vias do bairro da Pedreira, receberam nesta segunda-feira,12, a ação dos catadores do Aterro do Aurá, que vão de porta em porta, recolhendo materiaisque podem ser reaproveitados pela indústria da reciclagem.
 
A ação da Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria  Municipal de Saneamento de Belém (Sesan) reuniu 40 catadores do Aurá,que foram às ruas distribuir sacolas reaproveitáveis para o belenense armazenar o material para a reciclagem.
 
O engenheiro sanitário e coordenador da ação “Coleta Porta a Porta”, Eduirbe Castro de Araújo, disse que a solidariedade pode ser a grande parceira da ação. “A população precisa entender a importância da coleta seletiva desses materiais, inclusive, sabendo reconhecer o que é reciclável e, também  lavar e acondicionar o material que será entregue ao catador na porta de casa”, disse.
 
Os moradores da`Pedreira colaboraram. Abriram as portas de casa, ouviram os catadores e entregaram materiais diversos para a reciclagem como revistas, jornais, garrafas pet e de vidro, entre outros. Cada morador que aderiu à idéia ganhou um selo,que foi colado na porta de sua residência. “Desta forma saberemos onde há uma família de Belém que colabora com o nosso trabalho, que agora está bem melhor porque no aterro viviámos sujeitos a qualquer tipo de acidente”, disse Vera Cardoso, catadora do aterro do Aurá por 15 anos, que hoje está no projeto de coleta porta a porta.
 
Os catadores contam com apoio da Sesan, que garante suporte de transporte, uniformes, sacolas para armazenar o material coletado e local para armazenamento e separação dos objetos. O grupo de trabalho que orienta os coletores da Rede é formado por profissionais habilitados e preparados para garantir a execução  e a orientação dos trabalhos. São administradores, assistentes sociais, especialistas em meio ambiente, sociólogos, entre outros.   
 
De acordo com Roberto Sena, do Diese-Pará, a ocupação de catador de lixo movimenta a economia e agregar esses trabalhadores traz grandes benefícios. “Capacitar é a palavra de ordem. Hoje temos na Região Metropolitana de Belém cerca de 900 mil pessoas ocupadas, metade delas no mercado informal, os catadores estão nesse grupo, então, a atividade dos catadores movimenta a economia e capacitá-los é um grande passo para que saiam da informalidade e possam ter o próprio negócio e assim, na cadeia produtiva, possam gerar novos postos de trabalho”. Sena informou que ainda não há nenhum estudo sobre quanto a cadeia produtiva da reciclagem movimenta no estado.
 
Com essa iniciativa ,a Sesan pretende dar oportunidade de aumentar a renda financeira dos catadores e diminuir o custo operacional de coleta do lixo urbano no aterro sanitário do Aurá, que hoje recebe cerca de 1,2 mil toneladas/dia de lixo domiciliar, 800 quilos da capital paraense.
 
Com o objetivo de reduzir o tempo de venda do material, os catadores passaram a realizar, além da coleta, parte do processo da cadeia produtiva dos materiais recicláveis: separação, classificação, negociação e venda.