COI diz que luta contra o doping avançou

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Publicado domingo, 29 de agosto de 2004 as 09:43, por: cdb

O belga Jacques Rogge, presidente do COI, se mostrou neste domingo, dia do encerramento dos Jogos de Atenas 2004, contente com a organização, com o avanço do esporte asiático e com a evolução da luta contra o doping.

– Estive na Vila Olímpica e falei com muitos atletas, que me disseram que estão contentes com a organização dos Jogos e com a vila, que é a mais bela que já viram – indicou.

Rogge comentou que presenciou competições dos 28 esportes e que se reuniu com os representantes das federações internacionais e da imprensa e que todos eles tinham manifestado sua satisfação com o desenvolvimento dos Jogos.

O belga, que comentou que as audiências haviam crescido entre “15% e 20%” com relação dos Jogos anteriores, os de Sydney, acrescentou que os “comitês olímpicos nacionais se mostraram contentes com os transportes, a tecnologia e as medidas de segurança” realizadas durante a olimpíada da capital grega.

– No princípio dos Jogos houve um ou outro problema com a venda de entradas, mas depois das festas, as pessoas começaram a encher as arquibancadas e foram vendidos cerca de 3,3 milhões de ingressos, mais do que ocorreu em Barcelona’92 e Seul’88 – disse.

Rogge se mostrou satisfeito com os avanços na luta antidoping: “é a conseqüência dos esforços que começaram nos Jogos de Inverno de Salt Lake City 2002 (EUA). Em todos os Jogos (de inverno) anteriores da história, haviam sido registrados cinco casos de testes positivos e em Salt Lake City foram sete”.

– A política adotada pelo COI foi a de aumentar o período dos exames, começando com a inauguração da Vila Olímpica, quatorze dias antes da abertura dos Jogos, até o fechamento da mesma. – comentou e disse ainda que “antes os controles só eram feitos depois das competições. Agora, além dos quatro primeiros de cada competição, os testes são feitos em qualquer lugar e a qualquer momento”.

Perguntado sobre se acha que é possível a realização de Jogos sem casos positivos de doping, Rogge assinalou que pensar isso seria ingênuo.
“Esse é meu sonho, mas é preciso se levar em conta que há 10.500 atletas que não são necessariamente 10.500 santos. Em qualquer grupo de seres humanos sempre há trapaceiros. Seria algo ingênuo pensar que algum dia deixará de haver casos positivos”.

Nos Jogos de Atenas aconteceram, por enquanto, “22 casos, contra os onze de Sydney”, explicou Rogge, que assinalou que espera ampliar o número de controles.

Ele acrescentou que todos os jogadores (profissionais) “que queiram competir com as seleções nacionais nos Jogos, como por exemplo os de basquete ou hóquei no gelo, deverão estar dispostos a passar um teste a qualquer momento durante o ano anterior à competição”.

O presidente do COI falou dos problemas com alguns juízes em determinados esportes, como a ginástica ou a esgrima.

– Vamos falar com as federações internacionais para tentar sanar esses problemas, tal e como fizemos com a Patinação artística nos Jogos de Salt Lake City. Em Seul houve uma controvérsia grande com o boxe e agora as coisas mudaram, são usados computadores e esses problemas não existem mais. Queremos repetir isso.

O escândalo da patinação artística em Salt Lake City “também resultou em um novo sistema de pontuação. Aceitamos os erros humanos, mas nunca a manipulação”, asseverou Rogge, que indicou que os Jogos Olímpicos de Atenas viram o “despertar do esporte asiático”.

– Sobretudo com o avanço da China, com o extraordinário êxito do Japão e de outros países como Coréia, Tailândia e Indonésia – comentou. “A Ásia despertou e estará no topo nos Jogos de Pequim 2008”, acrescentou Rogge, que afirmou ser “um presidente do COI extremamente feliz”.

“Não acreditavam em mim quando dizia que confiava na organização dos Jogos (ATHOC), como realmente aconteceu”, explicou Rogge, que apontou que não é possível comparar as edições dos Jogos. “Não podemos comparar Jog