Clima tenso na Gávea

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 19 de março de 2003 as 20:43, por: cdb

Após a humilhante derrota de 4 x 0 para o Fluminense e a conseqüente eliminação no Campeonato Carioca, vieram à tona os motivos da repentina queda de rendimento do Flamengo, que chegou a liderar a competição com quatro pontos de vantagem sobre o Vasco, vice-líder.

Embora jogadores e cartolas neguem, a desunião do grupo era facilmente perceptível nas brigas e discussões em treinos e jogos. A pior delas, inclusive, teria acontecido no último sábado, há poucas horas do início do jogo com o Fluminense. Ainda no ônibus, no trajeto para o Maracanã, dois jogadores teriam tido uma briga ríspida.

O goleiro Júlio César, um dos mais transtornados com o resultado da partida do último sábado, foi o primeiro a negar que o elenco esteja dividido e, assim como fez a diretoria rubro-negra, em nota oficial, desmentiu a suposta briga no ônibus.

“Não houve briga nenhuma. Todos no grupo se dão bem e todo mundo brinca e conversa numa boa. Essas notícias são invenções de pessoas infelizes”, disparou o jogador.

Outros acontecimentos no decorrer da competição, no entanto, vão de encontro ao desmentido de Júlio César. No jogo contra o Madureira, por exemplo, houve áspera discussão entre Jorginho e Felipe, que foram contidos pelos companheiros para não chegarem às vias de fato.

Uma troca de sopapos entre Roma e Edson durante um treino, na Gávea, e a tentativa de Fábio Baiano de agredir Felipe Melo durante um coletivo engrossam a lista de atritos no elenco rubro-negro.