“Clima propício” garante votação pacífica, diz Duhalde

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Publicado sexta-feira, 25 de abril de 2003 as 15:38, por: cdb

O presidente argentino, Eduardo Duhalde, descartou taxativamente nesta sexta-feira, que possam ocorrer atos de violência nas próximas eleições presidenciais, ao ressaltar que o país vive “um clima propício, com os ânimos pacificados”.

“O mais importante” é que as eleições do próximo domingo acontecerão “com uma Argentina saindo da crise e crescendo a um ritmo que assombra”, depois de quatro anos de recessão, ressaltou.

Durante uma mensagem à nação seguida de uma breve entrevista coletiva, Duhalde disse em duas ocasiões que “não haverá nenhum piquete em nenhum lado”, por isso é certo descartar “completamente” qualquer tipo de incidentes.

Neste sentido, ressaltou que “o governo, as forças de segurança e o próprio povo argentino garantirão” que não haja violência nas próximas eleições.

O presidente respondeu assim ao lembrar que algumas organizações de “piqueteros”, como são chamados os desempregados que protestam com bloqueios de ruas e estradas, anunciaram que se mobilizarão durante as próximas eleições.

“Descartem isso completamente, porque não irá ocorrer”, garantiu.

Destacou que os partidos políticos e os canais de televisão receberão os dados da apuração “ao mesmo tempo em que o governo” graças a um moderno sistema de informática instalado para estas eleições.

Os primeiros dados das eleições serão conhecidos por volta das 20h local (mesmo horário de Brasília) enquanto que as projeções definitivas serão difundidas à meia-noite do próximo domingo, comentou.

Eduardo Duhalde se declarou satisfeito por ter conseguido reverter a recessão econômica desatada em meados de 1998, “um dos principais objetivos” quando assumiu o governo, em 1 de janeiro de 2002.

“Agora resta fortalecer as instituições e consolidar a democracia”, especificou ao fazer um chamado à população “a exercer o direito soberano de votar, porque com o voto se está construindo o futuro”.

“Sejamos todos capazes de apoiar” quem ganhar as eleições “já seja neste domingo ou num segundo turno (18 de maio próximo) se é necessário”, acrescentou.

O chefe do Estado ressaltou que “a roda da produção já está em marcha e está começando a gerar novos empregos” e também pôs ênfase em que “resta gerar riqueza para poder dividí-la depois”.

As últimas enquetes sobre intenção de voto confirmaram nesta sexta-feira uma enorme paridade entre os três primeiros colocados, com uma leve vantagem para o ex-presidente peronista Carlos Menem (1989-1999).

Também ratificaram que com o respaldo com que contam cada um dos 19 candidatos a presidente, que em nenhum caso supera 25%, nenhum poderá proclamar-se vencedor neste domingo e deverá acontecer um segundo turno eleitoral.