Ciro diz que as reformas de Lula são menos profundas que as do PPS

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 19 de maio de 2003 as 03:46, por: cdb

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, afirmou hoje que as reformas da Previdência e Tributária propostas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva não são tão profundas como as defendidas pelo seu partido, o PPS.

Em uma escala de 1 a 5, Ciro disse que a reforma tributária está no nível 1 e a da Previdência, no nível 2. Mas tanto ele quanto o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (PE), que considerou as reformas incompletas, garantiram que o partido vai votar favoravelmente às propostas no Congresso.

Em reunião com o diretório do PPS, o ministro defendeu ainda a adoção de um outro modelo econômico pelo governo, que leve o País a crescer 5% ao ano.

– As finanças se encontravam em total descalabro quando Lula tomou posse e não cabia ao presidente mudar os mecanismos que ferissem de morte a já combalida credibilidade brasileira. Mas o caminho não é esse que está aí. Tudo o que fizemos foi desarmar a bomba, mas isso não deve tirar a disciplina de refletir sobre outro modelo econômico. Se não pensarmos em um política econômica de crescimento, com inflação controlada e crescimento de 5% ao ano, o País não superará o seu processo de erosão social – disse o ministro.

Ciro fez questão de deixar claro que continua com as mesmas idéias sobre economia que defendeu na época de sua campanha presidencial.

– Mas o governo Lula não tinha alternativa no manejo macroeconômico para fazer fora do que está fazendo. Mas desta vez é diferente. Estamos gerando excedente de caixa farto para reforçar a estratégia de desenvolvimento do País – alegou.

O ministro observou que a aprovação das reformas da Previdência e tributária são essenciais para acabar com a vulnerabilidade do País.

– Se essas reformas não forem encaminhadas como uma equação política do parlamento bastante clara, o País pode sofrer um ataque especulativo. Nossas vulnerabilidades ainda são muito grandes. A fragilidade econômico-financeira do Brasil que nós herdamos é profundamente delicada – avaliou Ciro.