Cinema chinês abre 60ª edição do Festival de Cannes

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Publicado quinta-feira, 17 de maio de 2007 as 16:26, por: cdb

O primeiro longa em inglês do cineasta chinês radicado em Hong Kong, Wong Kar-wai, My Blueberry Nights, abriu na quarta-feira a 60ª edição do Festival de Cinema de Cannes. Em sua edição histórica de aniversário, o festival não conta com brasileiros na principal mostra competitiva. Mas a produção cinematográfica brasileira corre por fora nas listas das outras seções do festival e com Limite, clássico mudo de Mário Peixoto que será exibido na seção Cannes Classic.

Além das celebridades que sempre aparecem pela Croisette para promover blockbusters no festival, Cannes contará com a presença de velhos premiados.

Junto com Wong Kar-wai, que foi presidente do júri em 2006, concorrem pela Palma de Ouro os irmãos Ethan e Joel Coen, com seu novo longa No Country for Old Men, Emir Kusturica com Promise me This, Quentin Tarantino com Death Proof, e Gus Van Sant com Paranoid Park.

O mexicano Carlos Reygadas com Silent Light e o novo thriller de David Fincher, Zodiac, também concorrem ao principal prêmio do festival. Para sua edição de aniversário, Cannes promete o tapete vermelho lotado de celebridades, além de diretores já premiados com a Palma de Ouro de volta à disputa.

Jude Law e Norah Jones, estrelas do longa de Wong Kar-wai, já chegaram ao festival e fizeram a festa dos fotógrafos no Palais.

Entre as estrelas mais aguardadas estão George Clooney, Brad Pitt, Julia Roberts e Matt Damon, que promovem o filme 13 Homens e um Novo Segredo, fora de competição. Bono, da banda irlandesa U2, também deve passear pelo tapete vermelho do Palais, para promover o documentário U2 3D.

Os brasileiros marcam presença no festival com dez filmes espalhados por diversas mostras em Cannes. A Via Láctea, por exemplo, abre a Semana da Crítica. O segundo longa da diretora Lina Chamie foi rodado pelas ruas de São Paulo.

Sandra Kogut encerra a Quinzena dos Realizadores com Mutum, filme baseado em Manuelzão e Miguilim, de Guimarães Rosa. Olhar o Estado do Mundo, que também participa da Quinzena dos Realizadores, tem o brasileiro Vicente Ferraz dirigindo um de seus seis episódios.

Walter Salles também participa do festival. Para comemorar os 60 anos de Cannes, o presidente Gilles Jacob convidou 35 diretores para realizar curtas de até três minutos com o tema “a experiência de ir ao cinema”. O resultado foi Chacun Son Cinema (Cada um com Seu Cinema, em tradução livre), com um dos episódios dirigidos por Salles.