Cineastas veteranos se consagram no festival de Brasília

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Publicado quarta-feira, 26 de novembro de 2003 as 00:57, por: cdb

Os veteranos cineastas Julio Bressane e Rogerio Sganzerla foram os grandes vencedores da 36ª edição do Festival de Brasília, cuja premiação foi divulgada na noite da última terça-feira.

Na categoria longa-metragem de 35 mm, Bressane teve o seu ‘Filme de Amor’ eleito como o melhor filme pelo júri, composto por Affonso Beato, Alain Fresnot, Ana Miranda, José Geraldo Couto, Luiz Fernando Carvalho, Márcio Curi e Raul Cortez.

O diretor de ‘Matou a Família e Foi ao Cinema’ ganhou 80 mil reais pelo prêmio. ‘Filme de Amor’ venceu ainda nas categorias melhor fotografia, em trabalho de Walter Carvalho, e trilha-sonora, por Guilherme Vaz.

Sganzerla, autor do clássico ‘O Bandido da Luz Vermelha’, levou o prêmio de melhor direção, de 20 mil reais, por ‘Signo do Caos’. O filme e o diretor foram lembrados ainda pelo júri na eleição da melhor montagem, feita em parceria com Silvio Renoldi.

O júri deu ainda um prêmio especial para ‘Garotas do ABC’, filme de outro veterano, Carlos Reichenbach. Enio Gonçalves e Vera Mancini ganharam os prêmios de melhor ator e atriz coadjuvante por suas participações na película.

‘Harmada’, de Maurice Capovilla. A melhor atriz foi Ruth Rieser, de ‘Lost Zweig’, de Sylvio Back – outro cineasta entre os mais conhecidos do país.

Back ganhou ainda o prêmio de melhor roteiro, elaborado com Nichollas O’Neir. ‘Lost Zweig’ teve ainda a melhor direção de arte, de Bárbara Quadros.

O prêmio da crítica, conhecido como Troféu Candango e não-remunerado, foi dado para Silvio Tendler, por ‘Glauber, o Filme – Labirinto do Brasil’. O Candango para curta-metragens ficou com ‘Transsubstancial’, de Torquato Joel.

Outro grande vencedor do festival, Tendler levou ainda o prêmio do júri popular e ganhou 30 mil reais pelo filme em homenagem a Glauber Rocha. O público elegeu ainda ‘Momento Trágico’, de Cibele Amaral, como melhor curta-metragem.

Entre os longas de 16 mm, o vencedor foi ‘Suicídio Cidadão’, de Iberê Carvalho, 15 mil. A melhor direção ficou com Felipe Bragança e Marina Meliande, a dupla de ‘Por dentro de uma Gota D’Água’.

Os jurados consideraram o roteiro de ‘Nada a Declarar’, de Gustavo Acioli, o melhor entre as películas de 16 mm; a melhor fotografia, a de Kika Nicolela em ‘Estória Alegre’, de Claudia Tucci; a melhor montagem, a de Rogério Brasil Ferrari em ‘Justiça Infinita’, de Cacá Nazário.

O prêmio especial nessa categoria foi dado ao documentário ‘Cinema Pagador’, de Isabel Ribeiro e Henrique Pires. O júri concedeu ainda menção honrosa para o ator Emanuel Cavalcante, de ‘Por Dentro de uma Gota D’Água’, e para o documentário ‘Procurando Falatório’, de Luciana Tanure.

O melhor curta-metragem de 35 mm foi ‘Rua da Amargura’, que rendeu 20 mil reais ao diretor Rafael Conde. A melhor direção foi a de Camilo Cavalcante em ‘A História da Eternidade’.

Os atores Augusto Madeira e Claudio Mendes venceram entre os curtas por ‘Truques, Xaropes e Outros Artigos de Confiança’, de Eduardo Goldenstein. A atriz escolhida foi Cibele Amaral, também diretora de ‘Momento Trágico’, que ganhou ainda o prêmio especial do júri para curtas.
Goldenstein também ganhou em Brasília pelo melhor roteiro entre curtas-metragens. Foi premiada ainda a fotografia de Zé Pedro Gollo, de Rodrigo Enevello.

O secretário de Cultura do Distrito Federal, Pedro Henrique Lopes Borio, comemorava antes da entrega dos prêmios a venda de filmes para países de todo o mundo, como México, Estados Unidos, França, Holanda, Itália e Austrália.

– Estamos com 70 contratos encaminhados para comercialização de 40 filmes e isso se compara ao que o Brasil só conseguiu em grandes festivais como Cannes ou Berlim – afirmou.