Ciganas incomodam pedestres em Volta Redonda

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Publicado segunda-feira, 30 de agosto de 2004 as 09:24, por: cdb

Os pedestres que transitam pelas principais vias da cidade, como as avenidas Paulo de Frontin (Aterrado) e Amaral Peixoto (Centro), a Avenida Sávio Gama, no Retiro, ou pelas ruas da Vila Santa Cecília, estão reclamando da atuação das ciganas. Elas pedem para fazer a leitura das mãos, em troca de uma colaboração.

Para o desempregado Luiz Fernando Carvalho de Oliveira, de 32 anos, a forma de abordagem das ciganas é incômoda. “Muitas vezes estamos com pressa e elas chamam, entram na frente, pedem dinheiro, é um muito desagradável”, disse.

De acordo com o comerciante Luís Gustavo de Carvalho, 37, a atividade das ciganas nas ruas é um problema. Para Carvalho, elas perturbam a paz das pessoas quando estão fazendo compras, no caminho para o trabalho, para casa ou simplesmente durante um passeio ou caminhada.

– É irritante encontrá-las em todo o lugar, elas incomodam, param e querem ler a mão. São insistentes – falou.

Já a estudante Talita Fontes, 22, disse que não vê problema na situação, porque ninguém é obrigado a parar ou dar dinheiro. “Quem estiver interessado é que conversa com elas. Alguns aceitam que as ciganas leiam a mão e outros não”, disse, afirmando que colaborou com dinheiro, mas não quis que a cigana fizesse a leitura da mão.

OUTRO LADO

As ciganas disseram que não vêem problema na atividade delas, que é uma tradição na família. “É um costume dos ciganos, nós temos o dom da vidência, da leitura das mãos, por isso continuamos a fazê-lo nas ruas”, falou Maria Galvão, de 40 anos. Na opinião dela, as pessoas ficam assustadas com os costumes e aparência dos ciganos: “Cigano não é bicho não, as pessoas precisam entender isso”.

– Nós não estamos incomodando ninguém – afirmou a cigana Jarians de Amaral, 38 anos.

Segundo ela, ninguém é obrigado a deixar que as ciganas leiam a mão ou dar uma “ajudinha”: “As pessoas que quiserem podem colaborar com um agrado. Não faz diferença, não fazemos isso por dinheiro, é um dom e um costume”.