Cientista iraquiana pode ser libertada

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Publicado quarta-feira, 22 de setembro de 2004 as 08:57, por: cdb

Um funcionário do Ministério da Justiça disse que uma das duas cientistas iraquianas detidas por forças dos Estados Unidos pode ser libertada ainda nesta quarta-feira, aumentando as esperanças para a liberação de um refém britânico.

O funcionário, que pediu para não ser identificado, disse que Rihab Taha, uma cientista especializada em armas biológicas chamada de “Dra. Germe” por soldados americanos, poderia ser libertada como parte de uma revisão de sua detenção.

Militantes que seqüestraram dois americanos e um britânico na semana passada mataram dois deles depois de suas exigências para que prisioneiras iraquianas fossem libertadas não terem sido atendidas. Acredita-se que o terceiro refém, o britânico Kenneth Bigley, ainda esteja vivo.

O jornal britânico “The Guardian” informa na edição desta quarta-feira que o ministro da Justiça do Iraque disse que os casos de Taha e de uma segunda cientista, Huda Ammash, estão sendo revistos, mas isto não tem nada a ver com a situação do refém.

A exigência original dos seqüestradores se referia à prisão de mulheres iraquianas nas prisões de Abu Ghraib e Umm Qasr. As forças militares dos EUA disseram que não havia mulheres nesses presídios e que as duas cientistas são as únicas mulheres detentas.

Um funcionário militar americano disse que não poderia comentar especificamente os casos de Taha e Ammash, mas disse que a detenção das duas cientistas está constantemente sob revisão.

– Há um processo de revisão em andamento – disse o tenente-coronel Barry Johnson, porta-voz de operações de detenção no Iraque.

El disse que obteve informações sobre a possível libertação de uma das cientistas, mas não poderia confirmar nada.