Chuvas também causam prejuízos econômicos para paulistanos

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Publicado sábado, 6 de fevereiro de 2010 as 13:13, por: cdb

As fortes chuvas que assolam a cidade de São Paulo não afetam apenas os rios e as ruas da cidade, os paulistanos também contabilizam os prejuízos financeiros por conta dos alagamentos. A terapeuta corporal Soraia Maria Chantre Lucci disse que deixou de ganhar R$ 320, em média, com as massagens que costuma fazer.

– Eu não conseguia sair de casa ou as clientes não conseguiam chegar. Ao todo, desmarquei com quatro clientes.

Situação parecida ocorreu com a personal trainner Francine Marques Vieira, que deixou de dar três aulas por causa das chuvas, o que representa, aproximadamente, R$ 400.

– Moro na Freguesia do Ó, um dos bairros que foram mais afetados. Até conseguia sair de casa, mas não conseguia atravessar a Edgar Facó, uma das avenidas que mais alagaram em São Paulo.

A personal contou que seu pai, o comerciante Manuel Vieira Marques, enfrentou os mesmos problemas devido às fortes chuvas.

– Ele deixou de visitar quatro ou cinco clientes, porque estávamos sem condições de sair do bairro.

 Até quem não precisava sair de casa foi prejudicado pela chuva. A professora de yoga Petulla Elentério deixou de dar aulas porque as suas alunas não conseguiam chegar ao seu estúdio.

– Eu repus as aulas porque elas já tinham pago. Felizmente, não tive nenhum prejuízo financeiro, mas foi um inconveniente para todos.

Petulla explicou que uma de suas alunas, que está grávida, simplesmente não foi à aula por medo de sair de casa.
 
– Ela ficou com medo de dirigir depois que viu na TV o caos do trânsito. As pessoas estão com medo de viver na cidade, que já demonstrou não ter estrutura para atender seus cidadãos, que são os mais prejudicados.
 
Além das perdas econômicas, as opções culturais e de lazer da cidade também estão prejudicadas. O Museu do Ipiranga ficou fechado por dois dias seguidos por causa das chuvas e no Zoológico estadual, a forte precipitação desta quinta-feira  fez com o que o lago enchesse, mas, segundo a bióloga Tania Dubovicky, nenhum animal teve que ser removido às pressas.
 
– Temos um procedimento padrão aqui de levar os animais para um local seguro todo final de tarde. Só ontem que adiantamos um pouco o horário, mas isso já é rotina. Mesmo assim, estamos monitorando o tempo todo. 

Tania contou ainda que a visita noturna agendada  foi cancelada:
 
– Não por causa dos animais, mas porque as pessoas não iam conseguir chegar aqui, iriam se atrasar.

No mesmo Zoológico, porém, Teteia e Sininho, duas rinocerontes, se divertiram quando seu tanque encheu por causa da chuva.

– Elas brincaram com os galhos, deu para notar que ficaram bem felizes –, contou Tania.