China sofre pressão dos EUA em relação a compromissos com a OMC

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Publicado quinta-feira, 6 de novembro de 2003 as 05:02, por: cdb

O subsecretário de Estado para o Comércio dos Estados Unidos, Alan Arson, exigiu de novo que Pequim abra seus mercados ao exterior, tal como se comprometeu com a Organização Mundial do Comércio (OMC), e que ajuste o câmbio de sua moeda, o iuane, às mudanças de oferta e demanda.   

– A China pode fazer muito mais para pôr em prática os compromissos adquiridos para seu acesso à OMC – disse Arson em uma conferência na Universidade Internacional de Negócios de Pequim.

O político destacou que os EUA ‘desejam uma ação mais rápida’ nas áreas de agricultura, direitos de propriedade intelectual e serviços, além do ‘assunto da transparência’.

Washington alega que Pequim mantém certos setores de sua economia fechados à concorrência estrangeira, o que repercute diretamente no déficit comercial arrastado pelos EUA, de 130 bilhões de dólares em 2002.

Além disso, a cotação do iuane, que se mantém em 8,28 unidades por dólar de forma ‘artificial’, provocou a perda de 2,7 milhões de postos de trabalho nos EUA, cujos fabricantes não podem competir em preço com os produtos chineses, que inundam o mercado americano.

– Se a moeda chinesa não se ajustar às mudanças de oferta e demanda, pode obrigar outras moedas a fazê-lo com menor margem e a ajustar suas economias de forma mais dolorosa – explicou Arson.

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Don Evans, viajou a Pequim no mês passado para enviar aos líderes comunistas a mesma mensagem, de que ‘para alguns está acabando com suas paciências’ pela atitude do Governo chinês, que já esclareceu que não reavaliará sua moeda até que o considere oportuno.

Em outubro o secretário americano do Tesouro, John Snow, também tentou sem sucesso obrigar Pequim a reavaliar sua moeda, que segundo fontes americanas é 40 por cento mais barata do que deveria se ajustasse às normas de oferta e demanda.