China prorroga suspensão das aulas e autoriza visita da OMS a Taiwan

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Publicado segunda-feira, 5 de maio de 2003 as 04:24, por: cdb

A China ordenou neste domingo que as escolas de Pequim permanecessem fechadas por mais duas semanas e, deixando a política de lado, concordou com uma visita a Taiwan de uma equipe de especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Pequim, que havia registrado mais de 100 novos casos da Sars por dia nas últimas duas semanas, declarou neste domingo ter mais 69 pacientes e quatro vítimas fatais da doença, de acordo com o Ministério da Saúde.

As autoridades sanitárias disseram que o surto de Sars estava chegando ao pico na capital, onde mais 100 pessoas morreram e mais de 1.800 foram contaminadas.

Apesar de a Sars estar supostamente sendo controlada em Pequim, a cidade com maior número de casos do mundo, aumentaram as preocupações com a sua propagação em direção às empobrecidas zonas rurais chinesas, que recebem apenas 20% do orçamento nacional para a saúde.

No sábado, o governo de Pequim triplicou a verba para o combate à Sars, destinando cerca de 650 milhões de dólares.

A Sars, que já matou quase 450 pessoas das 6.700 infectadas em todo o mundo, é causada por um vírus que estaria sofrendo mutações e pertence à família dos coronavírus.

OMS vai a Taiwan

A recente abertura chinesa estendeu-se a Taiwan, a ilha que a China considera uma província rebelde desde a chegada dos comunistas ao poder em Pequim, no final dos anos 1940.

Uma equipe de especialistas da OMS chegou ao arquipélago no sábado após o consentimento de Pequim.

– O governo tem uma grande preocupação com a saúde e o bem-estar do povo chinês, inclusive dos compatriotas de Taiwan, e dá muita atenção ao surto de Sars em Taiwan -, afirmou a agência oficial de notícias Xinhua, citando um porta-voz do Ministério da Saúde.

As Nações Unidas não reconhecem Taiwan como um país independente. Portanto, era necessária uma autorização de Pequim para a visita da OMS.

Hong Kong relatou neste domingo mais cinco mortes e oito novos casos. Desde março, a ex-colônia britânica registrou 1.629 pessoas contaminadas e 184 mortes.

Cingapura, onde 25 morreram em conseqüência da Sars, reforçou as medidas para conter a doença e prometeu levar à Justiça quem violar a quarentena.