China pede a navios que evitem zona de pirataria na África

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Publicado quarta-feira, 21 de outubro de 2009 as 11:43, por: cdb

A China aconselhou seus navios a ficarem longe da costa da Somália, onde na segunda-feira piratas capturaram um barco chinês que transportava carvão. O incidente com o navio De Xin Hai, que leva 25 tripulantes chineses, ocorreu a cerca de 700 milhas náuticas da costa da Somália, um país anárquico, onde a pirataria assola uma das mais movimentadas rotas da navegação mundial.

A chancelaria chinesa disse na terça-feira que o governo está empenhado em recuperar a embarcação, mas um dos piratas disse à Reuters que os tripulantes podem ser mortos se as autoridades tentarem uma retomada à força. Uma solução negociada, no entanto, parece possível.

Por enquanto, o site do ministério chinês dos Transportes alertou as embarcações do país “a evitarem a área ao máximo possível, dizendo aos navios na vizinhança que elevem sua vigilância e fortaleçam a proteção.”

A nota não informa exatamente a qual área o alerta se refere. Anteriormente, barcos chineses haviam sido aconselhados a ficarem a mais de 600 milhas da costa do leste da África. O De Xin Hai estava fora dessa faixa ao ser capturado, e não ficou claro se a China ampliaria o perímetro do alerta, o que aumentaria o tempo e o custo dos fretes nessa rota.

Essa é o primeiro incidente de pirataria contra navios de carvão, que normalmente são menores e têm menos tripulantes. O caso pode afetar a previsão de aumento do transporte de carvão da África do Sul para a Índia nos próximos meses, refletindo o forte crescimento da demanda indiana por carvão nos últimos dois anos.

A força de combate à pirataria da União Europeia disse que um avião europeu de patrulha marítima localizou o barco chinês nesta quarta-feira.

Apesar da forte presença naval internacional na região neste ano, as quadrilhas de piratas continuam aterrorizando as águas somalis, obtendo dezenas de milhões de dólares no pagamento de resgates.