China diz que inflação está controlada e EUA voltam a consumir com vontade

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Publicado segunda-feira, 29 de agosto de 2011 as 11:18, por: cdb
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Os preços do petróleo variam nos EUA e na China

Os preços persistentemente altos das commodities globais e de outros bens estão pressionando a inflação na China e podem fazer o país descumprir a meta do ano, disse um dos principais planejadores econômicos locais nesta segunda-feira. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma disse que o motivo por trás do movimento das commodities é a política afrouxada dos países desenvolvidos.

“As condições de liquidez global não devem mudar no curto prazo e os preços de commodities ainda estão altos, então, o impacto da inflação importada não diminuiu”, disse em comunicado.

O aumento de outros preços de insumos para empresas, como matérias-primas, e impacto de alguns desastres naturais também pesam.

Em alta

A maioria das bolsas de valores asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, depois que o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, deixou a porta aberta para mais medidas de estímulo à economia dos Estados Unidos. Os futuros do índice Standard & Poor’s 500, em Nova York, subiam no pregão asiático, uma vez que o furacão Irene – rebaixado a tempestade tropical – poupou o centro financeiro dos EUA.

Bernanke não deu detalhes sobre mais medidas para impulsionar a recuperação norte-americana, mas disse que o banco central vai se reunir por dois dias no mês que vem, ao invés de apenas um, para discutir estímulos monetários adicionais. Isso deu esperança ao investidor. O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão – rumando para o pior desempenho mensal desde outubro de 2008 – comemorou os sinais de mais incentivos à economia dos EUA. O MSCI subia 2,15%, puxado por setores cíclicos, como o de recursos naturais e energia.

O mercado da Coreia do Sul, tido como o mais dependente da recuperação econômica global, avançou 2,84%. Na China, o índice referencial de Xangai destoou da tendência geral e recuou 1,37%, com as ações dos bancos e do setor imobiliário prejudicadas pela mais recente medida do banco central para enxugar o excesso de liquidez e combater a inflação.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,61%, com volume baixo de negócios. O ministro japonês de Finanças, Yoshihiko Noda, será o novo primeiro-ministro, após vencer uma votação de liderança no partido governista. O mercado se valorizou 1,44% em Hong Kong e a bolsa de Taiwan avançou 1,79%. Cingapura encerrou em alta de 1,59% e Sydney fechou com ganho de 1,51%.

Mais consumo

Ainda nos EUA, o gasto do consumidor norte-americano se recuperou com força em julho e registrou a maior alta dos últimos cinco meses, com demanda intensa por veículos motorizados, segundo relatório do governo divulgado nesta segunda-feira. O Departamento de Comércio dos EUA informou que o consumo pessoal cresceu 0,8%, a maior alta desde fevereiro, após queda de 0,1% em junho. Economistas ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters previam alta de 0,5% para o mês passado.

A renda pessoal disponível subiu 0,3%, mas caiu 0,1% quando ajustada para inflação – o primeiro declínio desde setembro. Com o gasto superando a renda real disponível, a taxa de poupança caiu a US$ 582,8 bilhões, ante US$ 638,6 bilhões em junho, pressionado pelas altas nos preços.