China deve registrar alta de 8% nas exportações de 2013, diz pesquisa

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Publicado quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 as 12:42, por: cdb

As exportações da China devem crescer 8% em 2013 ante este ano, enquanto as importações podem subir 7,8% no período, informou a agência de pesquisa do país Centro de Informações do Estado (SIC, na sigla em inglês) por meio de relatório publicado na quarta-feira.

China
As informações são do Centro de Informações do Estado

– O comércio exterior da China vai expandir lentamente em 2013, uma vez que fatores que dificultam a recuperação econômica global podem não desaparecer facilmente, enquanto o crescimento econômico da China vai se estabilizar – afirmou o relatório publicado no China Securities Journal.

As exportações da China cresceram 7,3% nos primeiros 11 meses de 2012 ante o ano anterior, enquanto as importações cresceram 4,1%, mostraram dados oficiais. O governo prevê crescimento de 10% para as exportações e importações combinadas este ano.

A economia da China pode crescer 8% em 2013, com a produção industrial em expansão de 10,5%, informou a agência.

A economia está no caminho para expandir em torno de 7,7% em 2012, ultrapassando o objetivo oficial de 7,5%. Fontes disseram à agência inglesa de notícias Reuters, na semana passada, que o governo provavelmente assumirá a meta de crescimento de 7,5% em 2013.

A China poderia ver aumento anual de 3% em Investimento Estrangeiro Direto (IED) no próximo ano, para US$ 116 bilhões, acrescentou o relatório.

As vendas no varejo da China devem crescer 14,6% em 2013, acelerando de 14,2% neste ano, graças ao aumento da renda que o governo estimula com reformas e medidas de urbanização, de acordo com as previsões.

Na manhã desta quarta-feira,  o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,73%, para o maior nível em 16 meses. O índice tem atingido máximas em 16 meses sucessivas desde 5 de dezembro.

Embora as ações do continente chinês tenham continuado pressionadas, o mercado em Hong Kong avançou 0,80%, para o maior nível em 16 meses, apoiado por otimismo de investidores externos sobre a China.

Na China, “é difícil ter uma ideia clara do que está acontecendo, mas você pode deduzir que os investidores domésticos continuam relativamente pessimistas”, afirmou um gerente de fundos de Hong Kong.