China amplia seu poder de negociação em IPOs nas bolsas de valores

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Publicado sábado, 16 de novembro de 2013 as 13:11, por: cdb
O yuan terá uma gradual valorização no mercado de câmbio
Entre os emergentes, os chineses são os únicos que mantêm altos níveis de crescimento

Os chineses iniciarão um processo de redução na influência direta do Estado no mercado de ações como parte de sua agenda de reformas, tornando mais fácil às empresas listarem suas ações e tornando o gerenciamento de empreendimentos estatais mais transparente para os acionistas, entre outras medidas. Assim, o Partido Comunista Chinês, reunido ao longo dos últimos dias para aprofundar as reformas econômicas no país, amplia os níveis de negociação sobre os IPOs (oferta pública inicial, na sigla em inglês). Os planos detalhados, divulgados na véspera, incluem a promessa de “levar adiante a reforma do sistema de registro do lançamento de ações”, termo anteriormente usado em referência ao processo de listagem.

Em economias desenvolvidas, o processo exige que uma empresa se registre e passe por auditoria rigorosa antes que os investidores tomem a decisão de comprar ações ou não. Para se registrar na China, é preciso a aprovação da Comissão Reguladora de Seguridades da China (CSRC na sigla em inglês). Um teste inicial do comprometimento da liderança com reformas será a revogação de uma suspensão de um ano de novas listagens em Xangai e Shenzhen.

Se a razão alegada para o cancelamento foi impedir fraudes ao forçar agentes de seguros a analisar a exatidão das aplicações de IPOs, por outro lado a medida foi entendida por muitos como um esforço para amparar o mercado de ações cronicamente fraco restringindo novas ações. Cancelar a suspensão seria um sinal de que os formuladores de políticas estão dispostos a ceder mais controle aos mercados.Os analistas receberam bem os planos, mas alertaram que eles ainda têm que ser implementados.

– O documento que assinala uma política, por mais bem elaborada e robusta, por si mesmo não muda nada na prática – observou o analista de mercado Mark Williams. Ele e Wang Qinwei, acrescentam, em nota de pesquisa: “Ouvimos pedidos insistentes de reformas antes. Não é só a velocidade da implementação das reformas que importa, mas a sequência”. O governo também quer estimular maior financiamento de equity, o que ajudaria as empresas chinesas a se desabituar de sua ultradependência de empréstimos bancários para financiamentos.