China acusa presidente taiuanês de “Guerra Santa”

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Publicado quarta-feira, 31 de dezembro de 2003 as 10:10, por: cdb

O presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, assinou nesta quarta-feira, a Lei do Referendo apesar da forte oposição da China, que considera essa normativa uma passagem de sua província “rebelde” para a independência.

– Hoje é um dia histórico porque a Lei do Referendo completou seu curso legislativo e se tornou lei. Nossos sonhos se tornaram realidade – destacou o governante taiuanês.

Chen promoveu a aprovação desta legislação como um dos mecanismos fundamentais de toda democracia e conseguiu que o Parlamento unicameral de Taiwan a aprovasse no final de novembro.

O regulamento não permite a convocação de um referendo de autodeterminação, mas contempla o “referendo defensivo”, uma ferramenta projetada para quando a soberania da ilha estiver ameaçada por uma força exterior, como pode ser a China.

Chen quer utilizar este direito em 20 de março, ao mesmo tempo em que acontecerão as eleições presidenciais, para pedir à China que retire os quase 500 mísseis que tem apontado para Taiwan.

Estados Unidos e Japão, entre outros, expressaram sua oposição aos planos de Chen e a qualquer outra ação que altere o “status quo” no estreito de Formosa.

Os taiuaneses estão divididos entre os que se consideram cidadãos de um Estado soberano e querem continuar assim, como o presidente Chen e seu Partido Progressista Democrático, e os que acreditam em uma grande China unificada, mas sob um regime democrático e mercantilista.

O regime comunista de Pequim é claro em sua mensagem a Taiwan, a ilha faz parte da pátria chinesa e a reunificação é inevitável, mesmo que à força.

O compromisso defensivo dos Estados Unidos com Taiwan constitui atualmente a única força dissuasória capaz de fazer com que a China reflita antes de atacar a ilha “rebelde”.