Chile discute lei antidiscriminação após homossexual ser morto por neonazistas

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Publicado quarta-feira, 4 de abril de 2012 as 07:39, por: cdb

Chile discute lei antidiscriminação após homossexual ser morto por neonazistas

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 04/04/2012, 10:20

Última atualização às 10:38

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Daniel Zamudio foi espancado, torturado, mutilado e teve o corpo marcado com símbolos neonazistas (Foto: ONU Brasil)

Brasília – A Câmarados Deputados do Chile discute hoje (4) a proposta de leiantidiscriminação sexual, que fixa penas de prisão para punir a prática. A iniciativa atende a uma solicitação da ONU e foi motivada pela morte de um jovem homossexual por um grupo deneonazistas na capital chilena, Santiago, na semana passada. Asautoridades do país foram cobradas a reagir. O presidente do Chile,Sebastián Piñera, apelou aos parlamentares para apressarem osdebates.

“Queremos umasociedade mais tolerante. Por isso essa lei é importante. Tenhocerteza de que [o projeto] será aprovado no Congresso”, dissePiñera. Porém, setores mais conservadores foram contrários àproposta, mas se tornaram mais flexíveis depois da morte do jovem,na semana passada.

O estudante DanielZamudio, de 24 anos, foi brutalmente espancado e morreu em 27 de março, depois de passar 25 dias em coma. Seu corpo foi mutilado de várias formas, marcado com pontas acesas de cigarros e marcado com símbolos neonazistas feitos com cacos de vidro e sangue

A morte de Zamudio provocou comoção internacional, acompanhada do pedido para que o país elaborasse leis específicas para coibir o avanço da violência contra homossexuais. “Lamentamos o atoviolento e criminoso que tirou a vida deste jovem e pedimos aocongresso do Chile para passar uma lei contra a discriminação emrazão da orientação sexual e identidade de gênero, em plenaconformidade com as normas internacionais de direitos humanos”,ressaltou o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas paraos Direitos Humanos (ACNUDH), Rubert Colville. 

O presidente doMovimento de Libertação Gay do Chile , Rolando Jiménez, destacou que devem ser lembradas as“responsabilidades políticas, éticas e morais no Chile”.Segundo ele, é necessário acabar com o estigma de que oshomossexuais são “imorais, desviantes, pecaminosos e degenerados”.

O assassinato de Daniel Zamudio reflete a gravidade e prevalência da violência homofóbica no mundo, como destaca o recente relatório do ACNUDH (em espanhol).

Com reportagem de Renata Giraldi, da Agência Brasil (a partir de informações da agência estatal de notícias de Cuba, Prensa Latina, e da emissora multiestatal de televisão, Telesur) e informações da representação da ONU no Brasil