Chávez, contrariado, recorre aos adversário contra crise energética

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sábado, 20 de fevereiro de 2010 as 15:07, por: cdb

Presidente da Venezuela, Hugo Chávez admitiu neste sábado que precisará da ajuda de seus “inimigos” políticos, Estados Unidos e Colômbia, para enfrentar a grave crise energética que ameaça paralisar o país. A Venezuela anunciou a compra de várias centrais elétricas da empresa norte-americana General Electric, com capacidade para cerca de 400 megawatts, que devem chegar ainda neste semestre. Além disso, o governo prepara a aquisição de novas unidades para alcançar um total de cerca de 900 megawatts.

– Essas usinas não têm ideologia, não têm nada a ver (…) com as relações entre um governo e outro, simplesmente há uma lógica do funcionamento das coisas – afirmou Chávez numa reunião do recém-criado Conselho Maior Elétrico, transmitida pela TV estatal.

O presidente afirmou também estar disposto a comprar eletricidade da Colômbia, embora tenha em 2009 congelado as relações diplomáticas e comerciais com o país vizinho, em retaliação por um acordo militar entre Bogotá e Washington.

– Se (a Colômbia) se oferecer a nos vender e isso nos interessar, bom, compramos. Não temos nenhum problema, está sendo avaliado – disse Chávez, meses depois de ordenar que as importações de produtos colombianos fossem reduzidas ao mínimo possível.

Após anos de investimentos escassos no sistema elétrico, o governo venezuelano sofre agora com uma seca que derrubou a geração hidrelétrica, que compõe 70% da matriz energética nacional. Chávez neste mês decretou emergência elétrica nacional, para acelerar a compra de usinas termoelétricas e a reparação de centrais obsoletas, ao mesmo tempo em que determinou amplos racionamentos de água e luz, o que está abalando sua popularidade a poucos meses das eleições legislativas.