CGU irá investigar uso de cartões corporativos de dois ministros

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Publicado terça-feira, 29 de janeiro de 2008 as 20:03, por: cdb

A Controladoria-Geral da União (CGU) irá investigar os ministros das Secretarias Especiais de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, e de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, por uso do cartão corporativo. De acordo com a assessoria de imprensa da CGU, a investigação foi solicitada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Ainda conforme a assessoria, antes de Dilma Rousseff ter encaminhado os pedidos, os ministros Matilde Ribeiro e Altemir Gregolin já haviam procurado o controlador-geral da União, Jorge Hage, para informar que encaminharão à CGU esclarecimentos e justificativas sobre o uso do cartão do governo federal.

De acordo com a assessoria, não cabe à CGU realizar o controle interno dos órgãos ligados à Presidência, como é o caso das duas secretarias. O controle é feito pela Secretaria de Controle Interno (Ciset).

A Comissão de Ética Pública, também ligada à Presidência, decidiu na segunda-feira encaminhar à CGU o caso da ministra Matilde Ribeiro. De acordo com o presidente da comissão, Marcílio Marques, o caso pode ter implicações legais e não somente éticas.

De acordo com dados do Portal da Transparência, Matilde Ribeiro foi a ministra que mais gastou com o cartão corporativo em 2007. Durante todo o ano foram R$ 171,5 mil.

Em outubro, ela gastou R$ 461,16 em um free shop de aeroporto, loja livre de taxas de importação. Segundo a assessoria de Matilde, a ministra cometeu um engano na hora do pagamento, foi notificada pelo ministério e já devolveu o dinheiro aos cofres públicos. Ainda de acordo com a assessoria, os gastos da ministra com o cartão foram feitos durante viagens de trabalho.

Altemir Gregolin foi o segundo da lista, com gastos de R$ 22,6 mil em viagens oficiais, segundo assessoria do ministro.

Desse total, R$ 15 mil foram para pagamento de hospedagem, dos quais R$ 740,70 no Hotel Bourbon, em Foz do Iguaçu (PR). Despesas com alimentação também se destacam no extrato e a maior delas, no valor de R$ 120, foi na Churrascaria Porcão, no Rio de Janeiro.

De acordo com a assessoria de Gregolin, o ministro não usa o cartão corporativo para pagar despesas de outras pessoas ou com bebidas alcoólicas.