CGCE reduz meta de racionamento e Rio passa a economizar 7%

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Publicado sexta-feira, 23 de novembro de 2001 as 12:39, por: cdb

Os principais beneficiários das novas medidas serão os consumidores das cidades turísticas das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, incluindo todas as capitais dos estados, além do Distrito Federal. Para esses municípios, a meta de 20% cai para 7% no Sudeste e Centro-Oeste e para 12% no Nordeste.

Para as demais cidades, a atual meta de economia será reduzida para 12% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, 17% no Nordeste e 5% no Norte. Embora a meta de consumo tenha sido reduzida nas regiões, o Governo vai autorizar reajuste nas tarifas de energia como forma de compensação pelas perdas causadas pelo racionamento às distribuidoras.

A redução da meta de consumo não vale para as indústrias, que continuam com a meta de 20%, nem para o serviço público, obrigado a economizar 35% de energia, sob risco de ter o fornecimento cortado pelas distribuidoras.

O Mato Grosso do Sul continuará tendo metas diferenciadas de redução. O racionamento – que era de 10%, enquanto nos demais estados era de 20% – cairá para 3,5% nos municípios turísticos e para 6% nos demais.

As novas metas de redução do consumo foram anunciadas pelo presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (CGCE), ministro Pedro Parente. O presidente Fernando Henrique Cardoso participou da reunião da Câmara.

Parente explicou que as cidades turísticas tiveram redução maior das metas de economia porque, nesta época, o turismo de verão provoca aumento de consumo nessas localidades. Todas as capitais dos estados são consideradas cidades turísticas pela Deliberação Normativa 417 da Embratur, tomada como base para a decisão da CGCE.

Parente informou que as novas metas começarão a valer a partir da leitura dos relógios de luz em dezembro. Ou seja, se a leitura for feita no dia 5, os novos limites de consumo começarão a partir daí e serão considerados nas contas que forem pagas em janeiro. A data de leitura varia de acordo com as distribuidoras e a localização dos consumidores. As distribuidoras deverão informar nas contas as novas metas dos clientes.

A CGCE alterou também o limite mínimo a partir do qual os consumidores ficam sujeitos a corte de fornecimento, caso descumpram as metas. Esse limite é de 100 kWh por mês. Entre dezembro e fevereiro, entretanto, quem consumir até 225 kWh mensais não terá a energia cortada, mesmo se superar a meta estabelecida.