Casa da Juventude oferece curso de Ética e Cidadania

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Publicado segunda-feira, 12 de março de 2012 as 10:39, por: cdb

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     Os jovens atendidos nos diversos cursos oferecidos pela Casa da Juventude, situada na Zona Leste da Capital, aprendem conceitos e princípios de Ética e Cidadania, num processo que abriga múltiplos conhecimentos, que tratam de temas como a forma de organização da sociedade contemporânea e a necessidade de comprometimento pessoal e coletivo com a construção social da cidadania.
   A Casa da Juventude tem um Programa de Formação Social e Política. Uma das linhas de ação deste Programa atua na disciplina Princípios de Ética e Cidadania, que busca oferecer – dentro dos cursos de qualificação profissional – a possibilidade do trabalhador refletir sobre si mesmo e sobre a sociedade na qual está inserido. Para Gidalti Guedes, Coordenador de Formação Social, o currículo esta ainda em construção. “Estamos desenvolvendo um currículo adequado à demanda social da Casa, e temos uma equipe de formadores sociais compostos por bacharéis e formandos em Ciências Sociais da Universidade Federal de Rondônia”, conta.
   Ele explica que as aulas trabalham com as expectativas dos alunos e promovem o desenvolvimento de um senso crítico. O primeiro encontro é orientado pela questão “Qual seu projeto de vida?”, estimulando que o educando reflita sobre suas perspectivas de vida.   “A partir das suas perspectivas, de seu projeto de vida que se define o que cada um é, e que sociedade deseja ajudar a construir. Muitos chegam aqui e pergunto: Quanto você quer ganhar? E daqui a dez anos, você deseja receber o mesmo? Para quem não tem projeto de vida qualquer caminho serve. Por isso, estimulamos que cada aluno tenha sonhos e que transforme estes sonhos em projetos concretos de vida”, explica Gidalti.  

Mudança

   Gidalti fala que o curso debate também sobre o processo de socialização, procurando demonstrar de que modo o ser humano é um resultado do meio em que vive. “Somos seres mais condicionados do que propriamente livres. Mas tem uma possibilidade de romper com as condições impostas. Então, as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade não estão fadadas a continuarem a viver na situação em que se encontram. É possível reagir.     A questão é que a maioria das formações sociais e políticas são formações conteudísticas. Não adianta falar que a sociedade é de uma forma, e não fazer o aluno discutir e pensar sobre isso”, afirma.

Base

   O educador conta ainda que apresenta um método de leitura chamado “sociedade em quatro lados”, onde explana como a sociedade se organiza, considerando as dimensões: econômica, social, política e ideológica. “Trabalhamos a pirâmide social, mostrando que quem governa, geralmente, é quem está no topo da pirâmide. E quem elege é a base.  O trabalhador deve estar atento para eleger as pessoas que de fato buscam representar os interesses da classe trabalhadora. Na dimensão ideológica, questiona-se o papel da família, do Estado, da Escola e das Mídias, além de fazer uma crítica à cultura do entretenimento. Hoje, a novela, o Big Brother, o Futebol e o uso coletivo de bebidas alcoólicas servem muito bem para aliviar a dor do trabalhador, fazendo-o esquecer sua condição socioeconômica. Esta cultura do entretenimento é perfeita para iludir e dar uma sensação de liberdade para aqueles que vivem na miséria”, acrescenta.

Encaminhamento

   Os alunos terminam seus cursos não apenas capacitados para o mercado de trabalho, mas com um senso crítico. Gidalti explica que o fechamento do ciclo de debates trabalha na área de como que os estudantes vão atuar na sociedade de hoje. Também são explicados os poderes executivo, legislativo e judiciário. E ainda, o poder da sociedade civil como fiscalizadora do processo. “Nós trabalhamos também como estes cidadãos poderão atuar como líder de classe, no grêmio estudantil, ajudando os amigos que são dependentes químicos, encaminhando para órgãos responsáveis. Isso para que eles possam efetivamente cumprir seu papel de cidadãos. Para que eles entendam o papel deles e possam contribuir para a coletividade social. Muitos  resultados não sejam vistos agora, somente pela a geração futura, mas vale a pena lutar”, disse. 
 
Por: Rebeca Barca
Fotos: Medeiros/
CMPPJ

Casa da Juventude oferece curso de Ética e Cidadania

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 5 de março de 2012 as 09:17, por: cdb

Tweet   Os jovens atendidos nos diversos cursos oferecidos pela Casa da Juventude, situada na Zona Leste da Capital, aprendem agora os conceitos e princípios de Ética e Cidadania, um processo que abriga múltiplos conhecimentos como: as regras de organização em sociedade, processos de aprendizagem, comportamento social (padrões, crenças, normas, tabus, tradições, instituições sociais entre outras).
 
    A Casa da Juventude tem um programa de formação social e política em seu sentido mais amplo, de relacionamento e de saber viver em sociedade. A Ética e Cidadania busca oferecer a qualificação profissional e a possibilidade do trabalhador pensar um pouco mais sobre sua sociedade. Para Gidalti Guedes, orientador da disciplina, o currículo esta ainda em construção. “Estamos sempre adequando a demanda da Casa e temos uma equipe de formandos em Ciências Sociais da Universidade Federal de Rondônia que estão dando apoio”, conta.
 
    Ele explica que as aulas trabalham com as expectativas dos alunos e os fazem criar um senso crítico. Em um primeiro encontro falam sobre seu projeto de vida, trabalhando o pessoal e como o aluno deseja crescer na sociedade.     “A partir da perspectiva de projeto de vida é que vamos definir o que cada um é, e o que deseja ser perante a sociedade. Muitos chegam aqui e pergunto: Quanto você quer ganhar? E daqui a dez anos você vai querer estar recebendo o mesmo? Então trabalhamos os sonhos de cada aluno e o transformamos em projeto de vida. Para quem não tem projeto de vida qualquer caminho serve”, explica Gidalti.  

Mudança

    Gidalti fala que o curso debate também sobre o processo de socialização, trazendo uma abordagem para mostrar que o ser humano é um resultado do meio em que vive. “Somos seres mais condicionados do que propriamente livres. Mas tem uma possibilidade de romper com as condições impostas. Então as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade não estão fadados a continuar a viver na situação em que se encontram. É possível reagir.     A questão é que a maioria das formações sociais e políticas são formações conteúdo. Não adianta falar que a sociedade é de uma forma, e não fazer o aluno discutir e pensar sobre isso”, afirma.

Base
    O educador conta ainda que trabalha a questão econômica, social, ideológica e política. Explanando como a sociedade se organiza do ponto de vista social. “Trabalhamos a pirâmide social. Quem governa, é quem está no topo. E quem elege é a base. Como que um trabalhador vai eleger um trabalhador? Se houver uma ascensão social daquele trabalhador. A parte ideológica questiona a família e o estado. Como é a cultura de entretenimento de hoje, de novela, big brother, futebol e o uso de bebidas alcoólicas para aliviar a dor do trabalhador e fazê-lo esquecer de sua condição. Esta cultura do entretenimento é perfeita para iludir e dar uma sensação de liberdade àqueles que vivem na miséria”, acrescenta.

Encaminhamento
    Os alunos terminam seus cursos não apenas capacitados para o mercado de trabalho, mais com um senso critico. Gidalti explica que o fechamento do ciclo de debates trabalha na área de como que os estudantes vão atuar na sociedade de hoje. Também são explicados os poderes executivo, legislativo e judiciário. E ainda, o poder da sociedade civil como fiscalizadora do processo. “Nós trabalhamos também como estes cidadãos poderão atuar no grêmio estudantil ou como líder de classe e entre outros e como ajudando os amigos que são dependentes químicos, encaminhando para órgãos responsáveis. Isso para que ele possam efetivamente cumprir seu papel de cidadãos. Para que ele entenda o papel dele e possa contribuir, talvez os resultados não sejam vistos agora, é algo para geração futura”, disse.

Por: Rebeca Barca
Fotos: Medeiros/
CMPPJ
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