Cariocas vivem o drama da falta d`água

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Publicado sexta-feira, 1 de novembro de 2002 as 00:00, por: cdb

Embora o verão só comece a partir do dia 21 de dezembro, os moradores do Rio de Janeiro já começaram a enfrentar o problema da falta d`água, comum na estação mais quente do ano.

Sem água nas torneiras há cerca de dois dias, em função de uma obra na estção de tratamento do Guandu, segundo explicação oficial, moradores de diversos bairros recorreram aos caminhões pipa e levaram um susto nesta quinta-feira: o preço aumentou em até quatro vezes da noite para o dia – de R$ 200 para até R$ 800 o caminhão carregado com 15 mil litros.

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) informou que já religou o sistema de produção da Estação de Tratamento do Guandu, mas adiantou que o abastecimento só será normalizado no domingo.

Segundo a Cedae, nestas primeiras 24 horas, a estação de tratamento estará enchendo as adutoras e reservatórios e liberando água para as redes de distribuição.

Gradativamente, a água estará voltando às torneiras a partir do início da noite, sendo que a zona oeste e a Baixada Fluminense serão as primeiras áreas a receberem água, por estarem mais próximas de Guandu.

Com a reabertura das comportas, voltará a ser produzido um total de 3,5 bilhões de litros de água diários, que abastecem 80 por cento da Região Metropolitana.

A Cedae também providenciou, nesta manhã, o religamento da Elevatória do Fundão, que também foi paralisada com a desativação do Sistema Guandu.

A paralisação do sistema se deu para a conclusão dos trabalhos de ampliação da rede de abastecimento para alguns municípios da Baixada Fluminense.

A companhia apela à população que continue a economizar. Segundo a assessoria de Imprensa da Cedae, um total de 1.415 ligações, referentes à falta d’água, foi feita nas últimas 24 horas.

A empresa só está fornecendo carros-pipa durante 24 horas gratuitamente aos hospitais, delegacias, clínicas, escolas e órgãos públicos.