Caravana da Anistia chega a SP para ouvir metalúrgicos perseguidos na ditadura

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Publicado sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 as 12:43, por: cdb

Caravana da Anistia chega a SP para ouvir metalúrgicos perseguidos na ditadura

Objetivo é tentar reparação junto a perseguidos pelo Estado no período militar

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 07/12/2012, 14:36

Última atualização às 14:36

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São Paulo – A Caravana da Anistia chega em São Paulo amanhã (8) para ouvir ex-presos e perseguidos políticos que sofreram repressão e torturas durante a ditadura militar brasileira (1964-85). A Caravana é organizada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça com objetivo de realizar sessões públicas itinerantes nos estados em que são julgados requerimentos de reparação política a atingidos pela repressão não beneficiados pela Lei de Anistia.

O presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Ivan Seixas, explica como o julgamento dos casos funciona. “É feito um relatório por um dos conselheiros da comissão, que vê se aquela pessoa foi presa, se há documentação que prove prisão, agressão e danos sofridos pela família. Ao final, os conselheiros se pronunciam e, se confirmado que a pessoa é merecedora da reparação, é feito o pedido de desculpa oficial com consequente indicação de como será feita a reparação dos danos causados pela ditadura”, disse Seixas, em entrevista à Rádio Brasil Atual. 

Serão analisados os processos do padre José Eduardo Augusti e de oito militantes metalúrgicos: Iria Molina, João Prado de Andrade, Luiz Carlos Prates, Jorge Luiz do Santos Oliveira, Antônio Fernandes Neto, Maria Arleide Alves, Salvador Pires e Alexandre Giardini Fusco.

Salvador Pires, ex-militante da oposição sindical metalúrgica de São Paulo, conta que os integrantes do movimento operário se organizavam dentro das fábricas e sofriam perseguições, como demissões e prisões. Segundo ele, os trabalhadores foram duramente perseguidos e a reparação é uma importante conquista para o movimento sindical.

O presidente do Condepe destaca que uma das ações mais relevantes da caravana é o pedido de perdão oficial feito pelo Estado brasileiro às vítimas, para que sociedade saiba que o que estão sendo julgados pedidos de pessoas que lutaram pelo país.

As sessões públicas da Caravana da Anistia serão realizadas no Memorial da Resistência, em São Paulo, antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). 

Confira  aqui  programação da caravana.