Captação continua negativa nos fundos

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Publicado quinta-feira, 22 de agosto de 2002 as 21:33, por: cdb

Na segunda-feira, o Laboratório de Finanças (Labfin) da Universidade de São Paulo (USP) havia divulgado captação positiva dos fundos, mas, conforme esclarecimento posterior do próprio Labfin, os dados daquela pesquisa eram preliminares e as cotas, assim como a movimentação de recursos, estavam sujeitas a alterações.

Os saques naquele dia foram grandes nos fundos DI (pós-fixados) e nos de renda fixa (prefixados). Os DI perderam R$ 137 milhões, o que aumentou a saída de recursos em agosto para R$ 3,8 bilhões e, no ano, para R$ 23,6 bilhões. Os de renda fixa registraram saída de R$ 104 milhões no dia 19, totalizando R$ 2,9 bilhões em agosto e de R$ 16,8 bilhões em 2002.

Rentabilidade

Dentre os fundos de investimento com maior participação no patrimônio líquido total das instituições, os DI e os de renda fixa são os que trazem maior retorno para o investidor em agosto. Os pós-fixados renderam 0,64% no mês e 9,30% no ano. Os prefixados tiveram ganho de 0,56% em agosto e de 8,24% em 2002.

As carteiras que investem em ações continuam todas com baixas no mês. Os fundos Ibovespa, que buscam retorno na variação do Ibovespa, índice que mede a variação das ações mais negociadas da Bolsa, tiveram queda de 2,27% no mês e de 30,49% no ano.

Os fundos setoriais, que investem em ações de segmentos determinados, também apresentam baixa. Em agosto, os de telecomunicações caíram 2,40% e, em 2002; 32,85%. Os de energia apresentaram quedas de 3,75% no mês e de 25,67% no ano.

Os fundos de privatização da Petrobrás também caem. Até o dia 19, as quedas foram de 0,15% (FGTS) e de 0,23% (recursos próprios). No ano, as baixas são de 11,96% e de 12,52%; respectivamente.

Os fundos de privatização da Companhia Vale do Rio Doce também apresentam baixa em agosto. As quedas foram de 4,85% (FGTS), de 4,86% (recursos próprios) e de 4,79% (migração). No ano, esses fundos mantiveram suas altas: de 46,85% (FGTS), de 50,34% (recursos próprios) e de 40,37% (migração).

Os fundos cambiais, que buscam acompanhar a variação do dólar, continuam a cair em agosto. Até o dia 19, a queda era de 2,10%. No ano, eles mantiveram a alta, de 25,95%.

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