Capitão da Costa Rica acredita que pode derrotar o Brasil

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Publicado quarta-feira, 12 de dezembro de 2001 as 20:14, por: cdb

O goleiro e capitão da seleção da Costa Rica, Erick Lonnis, acredita que sua seleção pode vencer o Brasil na primeira fase da Copa do Mundo de 2002 , na Coréia do Sul. “Num Mundial, nunca sabemos até aonde se pode chegar. O Brasil é uma potência, mas hoje é mais fácil para um time como o da Costa Rica ganhar um jogo contra eles do que era há vinte anos”, disse Lonnis.

Na única vez em que foi a uma Copa do Mundo, em 1990, na Itália, a Costa Rica também ficou no mesmo grupo que o Brasil. E depois do sorteio que definiu os grupos da Copa de 2002, os costarriquenhos fizeram questão de relembrar o encontro das duas seleções na cidade de Turim, quando o Brasil teve dificuldades para derrotar a Costa Rica por 1 a 0.

Para o único remanescente daquela partida na atual seleção da Costa Rica, Hernán Medford, jogar contra o Brasil é um sonho. “Nós temos muito a ganhar e muito pouco a perder. Temos uma boa seleção, com mais experiência internacional, e jogar contra o Brasil é um estímulo. Nós nos esforçamos em dobro”, disse o veterano.

O jovem zagueiro Gilberto Martínez, que joga pelo Deportivo Saprissa, acha que a equipe atual tem ótimos jogadores e muito mais experiência internacional que a de 1990. “Devemos aproveitar. Jogar contra o Brasil é um desafio, um prazer e uma enorme oportunidade, que não se repete na vida”, afirmou o atleta.

Além de jogar novamente no grupo do Brasil, a Costa Rica contará de novo com a presença de um brasileiro em sua seleção. Alexandre Guimarães Borges, que nasceu em Maceió e é naturalizado costarriquenho, vai disputar pela segunda vez com o Brasil a classificação para as oitavas-de-final da Copa.

Na Itália, Guima – como é chamado na Costa Rica – esteve em campo, mas agora ele é o técnico da seleção costarriquenha. Na sua única Copa até hoje, em 90, a Costa Rica surpreendeu. Derrotou a Suécia – por 2 a 1 – e a Escócia – por 1 a 0 -, classificando-se junto com o Brasil para a fase seguinte, quando foi goleada pela Tchecoslováquia.

Além de enfrentar o Brasil pela segunda vez, Guimarães vai jogar na primeira fase contra a equipe de seu ex-treinador na Copa da Itália. O iugoslavo Bora Milutinovic, que hoje treina a seleção chinesa, comandou a Costa Rica no mundial de 1990. “Quando ficamos no mesmo grupo do Brasil, eu me lembrei de 1990, foi muito bonito”, disse Guimarães, que no dia anterior tinha almoçado com Bora. “Eu conheço os segredos dele, mas são os jogadores que entram em campo.”

O presidente da Federação Costarriquenha de Futebol, Hermes Navarro, disse que dessa vez quer algo mais do que na Itália, ou seja, classificar-se para as quartas de finais. A Costa Rica só perdeu uma partida na fase final das eliminatórias: 1 a 0, dos Estados Unidos, fora de casa. Mas os costarriquenhos derrotaram o México por 2 a 1 no Estadio Azteca, a primeira derrota dos mexicanos em casa em eliminatórias de Copa do Mundo.

Na Costa Rica, como nos outros países centro-americanos, o futebol é o esporte mais popular. O campeonato local tem 12 times, mas dois – a Liga Deportiva Alajuelense, atual bicampeão, e o Deportivo Saprissa, o mais popular – são os que concentram as maiores torcidas.

Vários jogadores costarriquenhos jogam no exterior. O mais famoso é Paulo César Wanchope, que joga no Manchester City, da segunda divisão inglesa. A seleção tem ainda um jogador na Grécia, outro nos Estados Unidos e vários no México.