Campeonato Inglês não perderá prestígio por causa de saída britânica da UE

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Publicado sexta-feira, 24 de junho de 2016 as 12:46, por: cdb

Na temporada passada, 432 jogadores europeus se registraram para atuar na liga de 20 times, e alguns dos maiores talentos do continente mostraram serviço nos principais clubes da Inglaterra

Por Redação, com Reuters – de Londres/Paris:

A decisão do Reino Unido de se separar da União Europeia não irá prejudicar o prestígio do campeonato nacional de futebol mais popular do mundo, disse a Liga Inglesa nesta sexta-feira.

Embora não vá haver implicações imediatas para os jogadores residentes na UE que já jogam na Liga Inglesa
Embora não vá haver implicações imediatas para os jogadores residentes na UE que já jogam na Liga Inglesa

Na temporada passada, 432 jogadores europeus se registraram para atuar na liga de 20 times, e alguns dos maiores talentos do continente mostraram serviço nos principais clubes da Inglaterra.

Embora não vá haver implicações imediatas para os jogadores residentes na UE que já jogam na Liga Inglesa, a longo prazo a desfiliação pode tornar a contratação de novos jogadores mais difícil para as equipes inglesas.

Mas o porta-voz do Campeonato Inglês disse ser cedo demais para fazer previsões sobre o efeito que o rompimento terá.

– O Campeonato Inglês é uma competição esportiva de enorme sucesso que tem grande apelo local e global – afirmou.

Independentemente do resultado do referendo, continuará sendo assim, acrescentou.

– Dada a natureza incerta do que pode vir a ser o cenário político e regulatório depois da votação do ‘sai’, não faz muito sentido tentar adivinhar as implicações até haver maior clareza – disse o representante.

– Está claro que continuaremos a trabalhar com o governo e outras instituições, seja qual for o desfecho de qualquer processo.

Atualmente, jogadores de fora da UE têm que cumprir certos requisitos antes de receber vistos de trabalho, como ter disputado 30 %  dos jogos de seu clube anterior nos dois anos anteriores à transferência.

 Um estudo recente da rede BBC revelou que mais de 100 jogadores da primeira divisão do futebol inglês saídos de países da UE não cumpririam os critérios aplicados àqueles que vêm de fora da Europa.

Euro 2016

O presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noel Le Graet, cobrou na quarta-feira dos principais clubes de futebol do país que façam da qualidade dos gramados uma prioridade absoluta, e descreveu um dos campos da Euro 2016 como “um fracasso”.

Responsável pela organização da Euro, a Uefa já disse estar insatisfeita com o estado dos campos, em particular em Marselha, Lille e Saint Denis, onde fica o famoso Stade de France.

– Gostaria de dizer aos nossos clubes que ter bons campos é a prioridade absoluta – disse Le Graet durante entrevista coletiva no centro de treinamento da seleção francesa.

– A qualidade de nossos campos precisa ser melhor. Temos boa infraestrutura, mas alguns de nosso campos não estão adaptados ao futebol de alto nível – acrescentou.

A Uefa pediu a substituição dos campos em Nice, Marselha e Lille, segundo o presidente da FFF.

– Para Nice, funcionou. Para Marselha, foi mais complicado, mas temos indicações de que estará melhor para as próximas partidas. E para Lille, é um fracasso – disse.

Chegando na metade do torneio continental de 24 seleções, as reclamações sobre os campos nunca foram tão grandes na Euro. Alguns estádios recebem seis jogos e o tempo úmido pela França claramente tem gerado impactos.

Com a exceção do Parc des Princes, em Paris, e o estádio Bollaert, que realizam somente partidas de futebol, outros estádios do torneio possuem usos múltiplos para que os donos maximizem atividades comerciais.