Campanha de Ciro termina sem prestígio

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Publicado sábado, 21 de setembro de 2002 as 17:23, por: cdb

Oscilando entre a terceira colocação e a quarta nas últimas pesquisas, o candidato do PPS tem encontrado cada vez menos políticos nas cidades que visita. Apenas dois candidatos nestas eleições, um a deputado federal e outro a estadual, esperaram por Ciro no aeroporto. Nas ruas, com a maioria das lojas já fechadas, havia poucas pessoas.

Há menos de um mês, quando estava mais bem colocado nas pesquisas, dezenas de políticos tentavam aparecer ao lado do presidenciável. Ciro afirmou que está tranqüilo nesta fase da campanha e representa a mudança contra o atual modelo econômico.

“Quem é mais Papai-Noel?”
Indagado sobre uma eventual coligação com o candidato do PSB, Anthony Garotinho, ainda no primeiro turno, ele não confirmou, nem desmentiu, mas tratou o tema com certo desdém. “Estou aberto a receber apoios, mas não creio que isso seja para além de uma fofoca que não merece muita reflexão.”

No minicomício de 17 minutos de duração, Ciro criticou a forma como a campanha tem sido conduzida nos programas do horário eleitoral. “Temos que exigir que esse debate sobre o futuro da nossa nação não se desencaminhe para a marquetagem.” Segundo ele, os seus adversários estão “desorientando o brasileiro para ver quem é mais Papai-Noel”, quando prometem criar empregos no País.

“Um promete criar 10 milhões de emprego. Eu até o absolvo porque não tem experiência e está falando o que os outros mandam dizer. Mas o outro, vamos dizer com clareza, o candidato do governo, José Serra, estava até o gogó envolvido com essas malcheirosas privatizações.”

Depois de Barbacena, Ciro cumpriria agenda nesta sexta-feira em Divinópolis. O comício nesta outra cidade mineira estava previsto para começar às 19h30. O presidenciável do PPS só chegou a Barbacena às 20 horas.