Câmbio é apenas uma das frentes a ser atacada

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Publicado terça-feira, 13 de março de 2012 as 12:22, por: cdb

Defende o Estadão que o governo agora trabalha para manter o câmbio acima de R$ 1,70 por dólar. Na prática, a meta seria uma mudança de patamar – já que há pouco a moeda brasileira era negociada a R$ 1,60. No entanto, a ideia é manter o regime seja flutuante.

Guido Mantega, ministro da Fazenda ressalta: “conseguimos ficar com o dólar acima de R$ 1,70. É um patamar que melhora a competitividade das exportações brasileiras, mas não é ideal”. Para ele, no entanto, não há uma patamar ideal para o câmbio.

O real a 1,70 por dólar ainda é um câmbio que favorece artificialmente as importações. Na prática, é como se reduzíssemos as tarifas de importação e aumentássemos as de exportação. É uma medida acertada para o curto prazo.

Outras medidas devem ser tomadas em paralelo

Em paralelo, a redução dos juros e o cerco a todo tipo de medidas administrativas tomadas pelos países exportadores, incluindo as operações e acordos lesivos à economia nacional, têm que continuar.

A extensão do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% para empréstimos de até cinco anos tomados no exterior vem na mesma direção. A medida, tomada esta semana, atingiu praticamente todas as linhas de empréstimos feitas por bancos estrangeiros para companhias nacionais. Ela visa inibir o empréstimo entre matriz e suas subsidiárias locais. Nesse tipo de operação, recursos são tomados no exterior e repassados às filiais no Brasil, que ganham com o diferencial de juros cobrados entre os mercados doméstico e externo.

E, em médio prazo, as metas devem ser a redução de custos e o aumento da competividade da indústria nacional. (leia mais neste blog) Não podemos perdê-las de vista.