Bush tenta justificar guerra lembrando ataque químico do Iraque

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Publicado sábado, 15 de março de 2003 as 13:26, por: cdb

O presidente americano George W. Bush lembrou este sábado o ataque com armas químicas do governo iraquiano contra uma cidade curda há 15 anos, esperando assim obter apoio amplo para uma eventual intervenção militar contra Bagdá.

Em seu programa radiofônico semanal, Bush comentou que Saddam Hussein ordenou o uso de armas químicas contra a cidade de Halabja em março de 1988, matando milhares de civis curdos.

“Famílias inteiras sucumbiram tentanto fugir das nuvens de gás neurotóxico que caíam do céu. Entre aquelas que conseguiram sobreviver, muitas sofrem ainda de câncer, de cegueira, enfermidades respiratórias, deformações em seus bebês recém-nascidos”, disse Bush.

Assinalou que este ataque contra os curdos “dá uma idéia dos crimes que Saddam Hussein está disposto a cometer e da ameaça que representa para o mundo”.

“Está entre os ditadores mais cruéis do mundo e está armado com armas terríveis. Devemos admitir que certas ameaças são tão sérias e suas potenciais consequências tão horríveis que devem ser eliminadas, ainda que pela força militar”, afirmou.

“Para o governo dos Estados Unidos e a coalizão que lideramos não há dúvidas. Enfrentaremos um perigo crescente para nos proteger, para eliminar a proteção aos terroristas e para preservar a paz mundial”, disse Bush.

Estas declarações foram transmitidas quando Bush se prepara para se encontrar domingo no arquipélago português dos Açores com o premier britânico Tony Blair, e com o chefe do governo espanhol, José María Aznar.