Bush pede que Nações Unidas suspendam as sanções contra o Iraque

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Publicado quarta-feira, 16 de abril de 2003 as 19:09, por: cdb

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu às Nações Unidas, nesta quarta-feira, que suspendam as sanções impostas há mais de uma década contra o Iraque, de modo que o país tenha menos dificuldade para se reconstruir na era pós-Saddam.

Segundo Bush, o processo de transição do Iraque, da ditadura para uma sociedade livre, não será fácil e tampouco rápido. Assim, a revogação das sanções adotadas após a Guerra do Golfo, em 1991, seria fundamental, na opinião do presidente norte-americano.

“Agora que o Iraque foi libertado, as Nações Unidas deveriam suspender as sanções econômicas contra aquele país”, disse.

“Com toda a dureza desta transição, a vida da população iraquiana se tornará melhor do que qualquer coisa que eles conhecem há gerações”, acrescentou.

Na sede da ONU, em Nova York, diplomatas comentaram que o fim das sanções dependerá de o organismo mundial certificar-se de que o Iraque realmente não possui armas nucleares, químicas ou biológicas – um dos motivos pelo qual os Estados Unidos lançaram a nova guerra no Golfo.

Segundo Scott McClellan, porta-voz da Casa Branca, os Estados Unidos pretendem propor, “em um futuro próximo”, uma resolução objetivando o fim das sanções.

O embaixador norte-americano na ONU, John Negroponte, declarou à imprensa que o governo de seu país ainda estuda o mecanismo para que o embargo termine.

“Acho que já estamos vislumbrando algum tipo de procedimento passo a passo”, acrescentou.

Bush, em seu discurso em St. Louis, no Missouri, onde visitou uma fábrica da Boeing, prometeu, ainda, que o Iraque será dos iraquianos.

“Os iraquianos estão reivindicando suas próprias ruas, seu próprio país e seu próprio futuro”, disse o presidente, após percorrer a fábrica que construiu caças usados na guerra que derrubou o regime de Saddam Hussein.

Bush também declarou a operação militar no Iraque, iniciada há quase um mês, “um sucesso”, mas alertou que a campanha ainda não acabou.

“Nosso trabalhou ainda não terminou e nem as dificuldades cessaram, mas o regime de Saddam Hussein entrou para a história”, observou, destacando que a resistência militar organizada no país do Golfo “virtualmente” deixou de existir.